Depois de mais de um mês, o problema da falta de kits para fazer o exame de prevenção de câncer de colo de útero nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Londrina, pode estar chegando ao fim. Ontem, alguns postos já voltavam a marcar o teste para as pacientes.
Segundo Maria Carla Vieira Pinho, coordenadora do programa de prevenção a essa doença no município, os kits chegaram na tarde de quinta-feira, e já estariam sendo distribuído nas 52 UBS da cidade. ''Até no máximo amanhã (hoje) a distribuição vai estar terminada'', garantiu. Segundo ela, o kit é fornecido pelo Estado. ''O Estado não tinha o kit, solicitou um número grande à empresa e esta não deu conta de produzir tudo a tempo'', explicou.
A reportagem da FOLHA entrou em contato com várias UBS aleatoriamente e constatou que em algumas, como nas da Vila Casoni e Jardim Tóquio, os kits já haviam chegado. No jardim Alvorada informaram que o exame sequer chegou a ser interrompido. Mas a reportagem também descobriu que a grande maioria das unidades ainda não tinha previsão de quando teria o material. ''Não chegou ainda, e não sabemos quando vai chegar'', foi a resposta obtida em vários postos de saúde, como os do Armindo Guazzi, Parigot de Souza e Avelino Vieira.
Na UBS do Jardim União da Vitória, um aviso logo à entrada mostrava que os exames permaneciam suspensos ontem de manhã. Uma enfermeira informou que o kit estava em falta há 25 dias, e que quem teve as consultas canceladas vai precisar voltar ao posto para remarcar quando o material chegar. Segundo ela, o posto realiza, em média, 200 preventivos por mês.
''Minha cunhada veio aqui na terça-feira e não conseguiu marcar. Acho que ela vai marcar com um médico particular, porque estava sentindo muita dor'', contou a dona-de-casa Franciele Halabura, 25 anos, revelando que também precisava fazer o exame, mas nem tentou por saber que não seria possível. Ironicamente, o exame, essencial para a prevenção de câncer de colo de útero, tinha sido tema de uma campanha de incentivo exatamente em setembro do ano passado. Na época, a meta da Secretaria de Saúde era ampliar para 4 mil o número de testes mensais (que era de 3 a 3,5 mil em média).

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