Faltam kits de exames para dengue
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quinta-feira, 29 de março de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Os kits usados na realização de exames que constatam o vírus da dengue estavam em falta ontem, no Hospital Universitário de Londrina, que atende toda a área da 17 Regional de Saúde. O problema preocupa a Secretaria de Saúde de Londrina porque a falta pode interferir nas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. O município registrou 155 casos desde o início do ano. Em todo o Paraná, já são 3.203 casos positivos. Ontem também, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou o segundo óbito por dengue no ano: um homem de 66 anos, morador de Doutor Camargo (Noroeste), morreu vítima da forma clássica. Em Maringá, a paciente diagnosticada com o tipo mais grave da doença, o hemorrágico, continua respondendo bem ao tratamento.
A diretora de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde, Simone Narciso, exemplificou que a falta do kit de sorologia é prejudicial porque não permite que a coordenação de combate à doença saiba com exatidão quais regiões teve mais confirmações e, portanto, necessitariam de maior atenção dos agentes de endemias. Ou até mesmo, apurar se o trabalho destas equipes está sendo eficiente. A Secretaria aguarda os resultados de 543 exames.
Simone informou ainda que 30 novas suspeitas foram confirmadas e Londrina soma agora 155 casos (122 autóctones e 33 importados). Ela orientou a população a continuar a batalha contra o mosquito. ''O clima está extremamente favorável para o mosquito e contra nós. Temos os fatores para uma epidemia (calor, umidade e circulação viral) e não descartamos essa hipótese. Por isso todos os cuidados precisam ser redobrados.''
A assessoria do Hospital Universitário, onde são feitas cerca de 200 análises por semana, esclareceu que os exames se acumularam porque a demanda aumentou muito nos últimos dias. O setor deve receber nova remessa de kits hoje e começar a liberar os resultados.
O diretor da 15 Regional de Saúde, Antônio Carlos Pupulin, confirmou a morte por dengue do tipo clássica do morador de Doutor Camargo, Elio Fusco, 66 anos. Ele faleceu no HU de Maringá na segunda-feira. A maringaense Cíntia Letícia dos Santos, 28 anos, que foi diagnosticada com dengue hemorrágica, continua evoluindo bem e deveria deixar a UTI da Santa Casa ainda ontem. Um segundo caso suspeito de dengue hemorrágica foi descartado pelas autoridades de epidemiologia. O município registrou um aumento de mais de 100 casos - de 433 para 536 - em apenas dois dias. Para combater a doença, a Prefeitura de Maringá tem realizado mutirões diários.
Conforme a Secretaria Estadual de Saúde, dos 3.203 casos confirmados este ano em todo o Paraná, 2.884 são autóctones e 299 importados. Ubiratã lidera o ranking da dengue, com 623 confirmações, seguida por Maringá e Santa Helena, com 305 casos positivos. Além de Fusco, um primeiro óbito relacionado à doença foi registrado no Estado no dia 19 deste mês. Maria Isabel Gil dos Reis, 58 anos, faleceu em Londrina mas ainda não se sabe se ela foi infectada em Maringá ou Paranavaí.


