Enquanto o governo estadual anuncia a destruição de três toneladas de remédio vencido, estabelecimentos de saúde de Curitiba amargam a falta de medicamentos. O caso mais grave, mostrado pela Folha há três semanas, é o do Hospital das Clínicas. A alta do dólar prejudicou ainda mais a manutenção dos estoques. Faltam antibióticos de última geração e remédios para cardíacos.
Os remédios importados que são cotados na moeda norte americana tiveram um reajuste automático entre 70% a 200%, o que comprometeu os estoques do HC. Na tentativa de sair das dificuldades, a direção do hospital estuda a adoção de convênios com planos de saúde particulares para manter o atendimento feito através do Sistema Único de Saúde (SUS).
Nos postos de saúde, a situação não é diferente. Na farmácia do posto da Vila Guaíra, localizado na avenida Kennedy, por exemplo, os comprimidos AAS Infantil e AAS Adulto estão em falta nas prateleiras desde o mês passado. A presidente do Sindicato dos Servidores Estaduais da Saúde (Sindsaúde), Mari Elaine Rodella, diz que o problema da falta de remédios nos postos do Estado vem sendo constatado desde o ano passado.
Segundo Mari, o remédio para controle da pressão arterial também é um dos itens ausentes nos estabelecimentos públicos de venda de medicamentos. ‘‘A demanda é muito maior do que a quantidade de medicamentos à disposição da população’’, diz ela.

mockup