A técnica em segurança do trabalho Juvira Barbosa de Souza Cordeiro, 44 anos, é viúva de um policial militar e há mais de duas décadas utiliza o convênio do Estado. Em outubro do ano passado, ela quebrou o joelho em decorrência de um acidente e foi operada na Santa Casa, por um médico do SAS. ''Precisei colocar pino, parafuso, prótese. O médico disse que a fratura foi das mais graves que existem'', contou.
Com o acidente, as dores na coluna, que já eram recorrentes, pioraram e Juvira precisou fazer uma ressonância magnética. Foi então que os problemas com o sistema de saúde começaram. ''Fui informada que o SAS não cobre este tipo de exame e que se eu quisesse fazê-lo na Santa Casa, teria de pagar R$ 400'', declarou.
Juvira descobriu que o Instituto de Raio-X de Maringá realiza exames gratuitos para conveniados do Fundo de Assistência à Saúde da Polícia Militar (Faspm). ''Precisei tirar meu filho do trabalho para que ele me levasse até Maringá para fazer o exame. Mas o importante é que não desembolsei nenhum tostão.''
''O problema é geral. Todos pagamos por um convênio que não funciona'', reclamou Juvira. Segundo ela, o Movimento das Esposas de Policiais Militares (Mepom) também irá organizar um abaixo-assinado ''para cobrar uma assistência de qualidade''.
De acordo com a representante do Mepom, Vera Rubbo, as reclamações envolvem mais do que a cobertura de exames. ''Os policiais, por exemplo, não têm direito a psicólogo, endocrinologista, fisioterapeuta e oftalmologista'', informou. Segundo Vera, alguns servidores têm procurado médicos particulares, ''mesmo sem condições de pagamento e alguns até optaram por outro plano de saúde''. (M.G.)

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