Dos 12 IMLs do Interior do Paraná, apenas o de Cascavel possui aparelho de raio-X, os demais dependem da parceria de hospitais ou da experiência do médico para identificar o percurso, localizar e retirar o projetil de um corpo. A instalação do equipamento, tão necessário, depende de uma estrutura adequada no prédio - como se trata de radiação é necessário que a construção siga algumas normas de segurança.
''Mesmo se viesse equipamento deste para cá hoje ele ficaria encostado. O prédio em que estamos trabalhando não comporta um Raio-X'', disse o diretor do IML de Campo Mourão, Milton Scheibel. Em Londrina, para driblar a falta aparelho, os corpos são encaminhados para exame no Hospital Universitário. (HU). ''Quando o médico encontra apenas o orifício de entrada da bala, ela precisa ser retirada e enviada para a polícia. O delegado precisa do projétil para dar andamento às investigações'', afirmou a chefe do setor administrativo do IML de Londrina, Cristiane de Souza.
Em Maringá a situação não é diferente e a falta do equipamento muitas vezes impede que o trabalho seja concluído a tempo. ''Quando não encontramos o projétil dentro de três horas de busca, entregamos o cadáver para a família assumindo o compromisso de exumar o corpo dentro de 180 dias. É uma situação difícil, mas muitas vezes é preciso adotar este procedimento'', explicou o diretor do IML da cidade, Aldo Pesarini.
De acordo com o diretor administrativo do IML Paraná, tenente Moisés Alves Nunes, as unidades de Toledo (Oeste) e Paranavaí estão aguardando a conclusão do processo licitatório para contar com os equipamentos. ''Estas unidades já possuem prédios novos com a estrutura física adequada e licenças para instalação e uso do equipamento. Os prédios dos municípios de União da Vitória e Paranaguá serão inaugurados nos próximos meses e estão na mesma situação'', disse.
Em dezembro do ano passado foi publicado um edital para iniciar a obra da construção do IML de Maringá, mas não houve comparecimento. Os editais para construção dos prédios de Londrina e Curitiba devem ser abertos ainda neste mês. ''A entrega dos prédios para Curitiba, Maringá e Londrina está prevista para 2013 e em 2014 devem ser inauguradas as unidades de Foz do Iguaçu, Jacarezinho, Cornélio Procópio, Laranjeiras do Sul (Centro Sul) e Ponta Grossa'', afirmou. Os recursos são provenientes de financiamento do governo do Estado junto ao BNDES e ultrapassam os R$ 33 milhões. Segundo ele, ainda neste ano será realizado um concurso para completar os quadros de peritos e auxiliares de perícia. (M.A.)

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