Londrina sediou neste fim de semana o VI Encontro de Enfermagem em Emergência, promovido pelo Colégio Brasileiro de Enfermagem em Emergência (Cobeem), reunindo 250 estudantes e profissionais do Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul no campus da Universidade Metropolitana.
O evento discutiu o papel do enfermeiro no atendimento em urgência e emergência, abordando temas como a integração entre Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), responsabilidade jurídica e legal do profissional de enfermagem, divisão do trabalho com outros profissionais, além de emergências em diversas idades e áreas.
No sábado, ao final das palestras, os participantes assistiram a uma demonstração de salvamento de uma vítima em situação de risco. Foi simulada a queda de um veículo em uma ribanceira à margem de uma rodovia cujo resgate envolveu técnicas de rappel e tirolesa. Participaram da simulação seis profissionais entre eles atendentes do Corpo de Bombeiros e enfermeiros.
De acordo com a enfermeira Marcela Ferreira Trindade, especialista em suporte avançado de vidas, Londrina conta hoje com apenas dez profissionais de enfermagem no Samu, que também atende Cambé e Ibiporã. Desse total, seis são mulheres.
Ainda segundo Marcela, a atuação do enfermeiro no atendimento pré-hospitalar ainda é muito recente no Estado. ''Eu mesma tive que buscar informação fora de Londrina, por isso resolvi trazer profissionais que já trabalham na área para capacitar estudantes e enfermeiros por aqui.''
Quase 60% dos participantes do encontro, que durou dois dias, eram acadêmicos, 28% eram enfermeiros formados e 14% eram técnicos em enfermagem. Conforme o presidente do Cobeem, Antonio Claudio de Oliveira, poucos são os enfermeiros treinados para realizar salvamentos em locais altos ou de difícil acesso no Brasil. ''É novidade para o enfermeiro no contexto pré-hospitalar.''
Ele contou que o Samu que atua no Vale do Ribeira, por onde passa a BR 116, conhecida como rodovia da morte, oferece cursos para grupos fechados de profissionais de enfermagem interessados em atuar em situações de risco. ''Lá, há a troca de experiências entre o Samu e o Siate, que trabalham em parceria'', disse Oliveira.
Segundo ele, o Grupo de Resgate e Atendimento à Urgências (Grau), também dá cursos na área de enfermagem em emergência, além da Unidade Mista de Ação e Salvamento (Umas), com sede no interior de São Paulo. ''Em três anos, a Umas já ofereceu 15 treinamentos e capacitou cerca de 300 profissionais da saúde, entre os Samus de Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Maringá'', enumerou o diretor do Cobeem, Sergio Dias Martuchi.

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