Três salas da a Escola Municipal Odésio Fransciscon foram danificadas pelo fogo
Três salas da a Escola Municipal Odésio Fransciscon foram danificadas pelo fogo | Foto: Saulo Ohara


Mais da metade das escolas municipais de Londrina não contam com monitoramento por câmeras de segurança. Conforme informações da Secretaria Municipal de Educação, há 120 escolas no município, mas apenas 54 são monitoradas pela Guarda Municipal através dos equipamentos. Uma das unidades que não tem monitoramento é a escola municipal Odésio Fransciscon, localizada no conjunto Hilda Mandarino (zona norte), que teve três salas de aula incendiadas no dia 21. As aulas foram retomadas na segunda-feira (25), mas por causa dos consertos, algumas turmas tiveram aulas em locais alternativos como refeitório e biblioteca.

O secretário municipal de Defesa Social, Evaristo Kuceki, informou que, desde junho de 2017, não há mais contrato com a empresa que fazia o monitoramento das câmeras. O serviço agora é executado pela Guarda Municipal, que monitora 120 equipamentos. Kuceki calcula, entretanto, que há demanda para câmeras em 400 pontos.

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A Defesa Social, segundo ele, está desenvolvendo um projeto de instalar câmeras inteligentes em 53 pontos de Londrina que são considerados os mais problemáticos. "Estamos conhecendo a experiência de outras cidades para desenvolver o nosso próprio projeto", diz. O sistema, segundo ele, detecta movimentos e avisa automaticamente o agente que está monitorando, sem necessidade do funcionário ficar o tempo todo acompanhando em uma tela. "A equipe que está na rua consegue chegar a qualquer ponto em no máximo dez minutos", garantiu.

Ele afirmou que, antes do monitoramento ser feito pela Guarda, ocorriam em média 16 invasões de prédios públicos por mês, número que caiu para duas ocorrências após o órgão assumir o monitoramento. "A Guarda faz captura dos invasores e leva para a delegacia, por isso é mais eficiente", acredita.

VOLTA ÀS AULAS
O incêndio na escola foi provocado por pessoas que quebraram o vidro das janelas de três salas, puxaram as cortinas para fora e atearam fogo. O mecânico Paulo Sérgio Gomes, pai de uma aluna, viu o clarão e pulou o portão para desligar a energia. Em seguida, chamou os Bombeiros. "A gente fica triste de ver vandalismo na escola. O estudo é a maior chance dos nossos filhos terem mais oportunidades na vida", lamenta ele, que costuma monitorar a escola à noite e nos fins de semana e aciona a direção quando vê movimentação suspeita.

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