O movimento estudantil universitário também vive dias bem diferentes daqueles em que seus integrantes estavam constantemente na mira dos militares. Sem grandes bandeiras de luta nacionais, como a ditadura, centrou suas ações em problemas pontuais. ''Os Centros Acadêmicos (CAs), acabaram se voltando para questões individuais dos cursos'', afirma o integrante da Coordenadoria de Administração e Finanças do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e presidente do CA do curso de Economia da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Marcos Ferreira Calumbi.
Como se não bastasse a ausência de grandes causas, ele lembra que a concorrência imposta pelo mercado de trabalho mudou o perfil dos universitários. ''Atualmente as pessoas entram na faculdade para conseguir emprego e não para adquirir conhecimento'', observa.
O momento, também dentro da universidade, é de tentativa de restruturação. ''Estamos planejando campanhas para fortalecer os Centros Acadêmicos e reavivar as questões políticas'', diz Calumbi. A exemplo da Ules, o DCE quer fazer um congresso de estudantes, ainda sem data definida, para estimular as discussões e levantar bandeiras de luta. O diretório conta com uma sede no campus da UEL e outra no Centro, na Rua Prefeito Hugo Cabral, que é reservada para eventos culturais e para os serviços de xerox, que constituem-se na única fonte de renda da entidade. (S. L.)

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