Falta vencer o analfabetismo digital
A escola do futuro passa pela inclusão digital, que é a democratização do acesso às tecnologias da informação. Por enquanto, o Brasil ainda está caminhando para isso. Dados do IBGE apontam que em 2008, três a cada 10 domicílios brasileiros tinham um computador. Trata-se de uma realidade que o consultor em educação e tecnologia Eduardo Chaves acredita que será modificada em um breve espaço de tempo. ''Não tenho dúvida que o problema do acesso à internet será resolvido com rapidez porque os computadores estão barateando cada vez mais. Não vai demorar tanto para as famílias brasileiras terem um computador quanto demorou para elas terem um aparelho de televisão'', diz.
Chaves lembra que inclusão digital não é só ter um computador e aprender windows (editor de texto), excell (planilhas e tabelas) e como acessar a web. É preciso saber usar corretamente as ferramentas e desfrutar de todas as possibilidades que elas oferecem.
''Essa nova tecnologia está mudando as formas como aprendemos. Se o aluno tem uma dúvida, ele não precisa esperar até o dia seguinte para perguntar ao professor ou para ir a uma biblioteca. É só acessar a internet e as respostas estão disponíveis'', resume Eduardo Chaves, um professor que só foi entrar na escola aos nove anos de idade, quando a família se mudou de Maringá para São Paulo.
Filho de um pastor presbiteriano, o hoje consultor de renome internacional nasceu no interior de São Paulo, mas mudou-se com a família para o Paraná quando tinha um ano e meio. Morou primeiro em Irati, depois Marialva e Maringá. Os pais optaram por alfabetizá-lo em casa, uma forma de educação personalizada, próxima do modelo que pregam os educadores modernos. (A.D.C.)





