Falta segurança na Biblioteca Municipal
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 05 de julho de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
A frase de Monteiro Lobato é célebre: ''Um país se faz com homens e livros.'' Na Biblioteca Pública Municipal de Londrina Professor Pedro Viriato Parigot de Souza, bem que a máxima poderia ser: ''Um país se faz com homens, livros e um sistema informatizado para melhorar a segurança.'' Mas em pleno século XXI, o tabalho ainda é feito de forma manual, o que impede a instalação de um sistema de segurança mais eficiente.
Por enquanto, todo o controle de empréstimos do acervo de 70 mil livros e 78 mil periódicos é feito manualmente ou com máquinas de escrever. Um risco para uma coleção de boa qualidade, na avaliação da diretora Jane Cristina Marcucci, apesar da fiscalização feita pelos funcionários, seguranças terceirizados e câmeras de vigilância.
Outra ameaça aos livros são as anotações feitas irregularmente pelos leitores. ''Orientamos os usuários a não rabiscar, colocar clips e tomar cuidado para não sujar as obras'', explica Jane.
A diretora acrescenta que a informatização do acervo é o primeiro passo para promover melhorias nas condições de segurança. O investimento necessário para informatizar a biblioteca é de R$ 40 mil. A instalação do sistema de segurança eletrônico deve dobrar esse valor. De acordo com a diretora, o dinheiro para a primeira etapa da modernização deve entrar no orçamento municipal do ano que vem.
A direção não tem uma avaliação do valor do acervo, mas informa que a coleção conta com obras raras, que têm preço mais elevado. Se o valor médio dos livros for de R$ 4,00, o equivalente ao preço nos sebos, o acervo atingiria R$ 280 mil.
Para a estudante Eliane Ferreira, 18 anos, a qualidade do acervo é suficiente para justificar um investimento maior na vigilância. ''Aqui tem vários livros bons. Quando não acho algum no (Colégio) Vicente Rijo, onde estudo, venho aqui'', destaca.
Ponderado, o administrador de empresas Marcos Ludorf, 27, concorda que melhorias na segurança são necessárias, mas acha que o investimento ''é complicado por causa do custo''.
O secretário municipal da Cultura, Luciano Bitencourtt, disse que a biblioteca já vem sendo informatizada e que a implantação total depende da destinação de verba no orçamento do ano que vem, não necessariamente com rubricas específicas.
A segurança, destacou ele, está sendo feita por câmeras de vigilância e vigias terceirizados. ''Temos que entender que furtos em bibliotecas não são aceitáveis, mas sempre ocorreram''.


