Falta recurso para defensoria pública
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 14 de setembro de 2001
Telma Elorza 
O secretário de Justiça e Cidadania, Pretextato Taborda Ribas, disse ontem que o governo do estado não tem recursos para implantar a Defensoria Pública em todo o Estado. Mas, segundo ele, a chefe da Defensoria Pública do Paraná, Josiane Fruet Lupion, deverá fazer um levantamento de todos os advogados pertencentes ao quadro especial de funcionários do Estado para saber se é possível deslocar alguns para que atuem como defensores em Londrina. ''É um passo pequeno, mas é um passo'', justificou.
O secretário esteve ontem no Norte do Estado para participar das Conferências Regionais de Direitos Humanos que estão sendo realizadas em Londrina e Maringá. Hoje, Taborda participa durante todo o dia da Conferência em Londrina, que está sendo realizada no Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). Para o secretário, o governo vai estudar a possibilidade de implantação de convênios com universidades e prefeituras, procurando minimizar os problemas dentro dos recursos disponíveis. ''O governo tem que agir por prioridades'', disse.
A crise na segurança e a dificuldade de acesso da maioria da população à Justiça devem ser os pontos principais da discussão da Conferência em Londrina. Segundo o procurador do Município e membro do Conselho Permanente de Direitos Humanos do Paraná (CPDH), Carlos Roberto Scalassara, os objetivos das conferências regionais são levantar propostas que serão apresentadas, em dezembro, em Curitiba, na Conferência Estadual de Direitos Humanos. ''Ali será elaborado o Programa de Direitos Humanos do Paraná, que servirá como documento guia para todas as ações seja dos governo estadual ou municipal, de entidades ou da criação de leis que envolvam os direitos humanos'', explicou.
A conferência é aberta a todos os interessados e, durante a manhã, terá grupos de discussão que irão debater direitos humanos civis, políticos, sociais, econômicos, culturais e ambientais. ''Muita gente acredita que direitos humanos é só uma questão de acesso à Justiça. Mas a falta de escola de escola, a falta de emprego, os juros altos, a corrupção, o ambiente degradado também são aspectos que prejudicam o homem'', explicou Scalassara.
Durante a tarde, os resultados serão discutidos em plenária. No final da sessão, serão eleitos os 20 delegados para representar o Norte do Estado na Conferência Estadual.


