Em Londrina, o déficit no fornecimento de equipamentos e atendimento especializado são os maiores problemas enfrentados por pacientes ostomizados aqueles que sofreram intervenções cirúrgicas para a construção de entradas no corpo para drenagem ou alimentação. Conhecidas popularmente como ''sondas'', as bolsas para coleta de fezes e urina são compradas com recursos do Ministério da Saúde e atendem cerca de 240 pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) em Londrina. O problema foi debatido ontem, no Simpósio Brasileiro de Estomaterapia, que termina hoje no anfiteatro do Hospital Universitário (HU).
''Sabemos que o Ministério repassa regularmente à prefeitura R$ 10 mil mensais para a compra dos equipamentos, quando o ideal seria pelo menos R$ 18 mil'', disse a enfermeira Rita de Cássia Domansky, coordenadora do simpósio. ''Com a verba atual, temos que optar entre comprar equipamento de qualidade ou em quantidade suficiente'', explicou. ''Esse é o maior problema dos pacientes atendidos pela 17 Regional de Saúde de Londrina'', disse.
Além de debater políticas públicas para melhoria da qualidade de vida dos ostomizados, o simpósio também pretende incentivar a formação profissional especializada para atendimento, já que todo o serviço estomaterapêutico prestado na região é feito somente por duas enfermeiras, com Rita de Cássia entre elas. ''Estimamos que para toda a região, precisaríamos de pelo menos 10 profissionais para garantir a qualidade dos serviços'', afirmou.
A chefia da 17 Regional de Saúde declarou, através da assessoria, que não tem nenhuma responsabilidade sobre esse assunto e que qualquer informação deveria ser obtida junto à Secretaria Municipal de Saúde. Já o secretário municipal de Saúde, Silvio Fernandes, informou no, final da tarde, que precisaria se inteirar dos detalhes sobre o programa de assistência ao ostomizado para dar um posicionamento preciso sobre as dificuldades apontadas.(Colaborou Luciano Augusto).

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