Londrina - A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), que gerencia o sistema do transporte coletivo, pode fiscalizar o excesso de velocidade com uso de radar ou aferição dos tacógrafos dos ônibus. No entanto, o órgão admite dificuldade para realizar o serviço. Um dos argumentos é a falta de pessoal para fiscalizar a frota composta por mais de 400 veículos, distribuídos em 119 linhas.
"Não tem um dia que não notificamos as empresas, seja por atraso, estacionamento irregular, falta de limpeza dos veículos. Mas a fiscalização de velocidade a gente faz conjuntamente com os veículos convencionais. Tacógrafos não aferimos", confessa o presidente da CMTU, Carlos Geirinhas.
A companhia, no entanto, alegou que não tem condições de apresentar um balanço do número de notificações ou autuações aplicadas nas empresas. "Toda notificação é dado prazo para contraditório e ampla defesa. Algumas são abonadas, mas tem coisas injustificáveis como o excesso de velocidade", acrescenta.
A CMTU obriga as empresas a implantarem sistema de rastreamento em todos os veículos da frota. O prazo para cumprimento da exigência vence em agosto. "O GPS vai ajudar bastante a fiscalizar o excesso de velocidade. É um sistema bastante seguro, e poderemos acompanhar de qualquer computador se há abusos ou não", define.(D.M.)

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