A Prefeitura de Londrina deve voltar a fazer a operação tapa-buracos dentro de 15 dias. Segundo o secretário de Obras, Aloysio Freitas, o trabalho não vem sendo feito há cerca de 30 dias porque terminou todo o material disponível para o serviço. Freitas explicou que a secretaria não podia comprar o material necessário enquanto não fosse realizada a regulamentação que atribuía à secretaria todas as obrigações da Autarquia dos Serviços de Pavimentação de Londrina (Pavilon). A regulamentação está em sua fase final. Atualmente, a secretaria vem colocando pedra britada nos buracos para tentar amenizar o problema.
Segundo Freitas, alguns lugares precisam de recapeamento, mas esse trabalho precisa de uma verba maior. Uma parte dessa verba, R$ 6 milhões, virão dos R$ 30 milhões que a prefeitura está tentando obter junto ao programa ParanaUrbano do governo estadual. Mas os motoristas não devem ficar muito animados, os recursos, quando forem liberados, servirão para recapear 90 km dos 270 que, segundo o secretário, precisam do serviço. Londrina tem 1.700 km de ruas.
Enquanto não há material nem verba para realizar o serviço, os motoristas têm que dirigir com o dobro de atenção para evitar os buracos. Mas nem sempre se consegue evitar acidentes. Volnei Oliveira Filho, auxiliar técnico em radiocomunicação, teve o carro bastante danificado ao cair em um buraco aberto por causa do rompimento de uma rede de água da Sanepar. O acidente aconteceu há cerca de 20 dias quando Oliveira ia para o trabalho, na Avenida São João esquina com Rua Abaeté, Conjunto Antares (zona leste).
Oliveira contou que a rua estava alagada e por isso ele não viu o buraco. ‘‘Eu não imaginei que aquilo fosse acontecer. A frente do carro caiu inteira dentro do buraco. O motor e a suspensão acabaram. O pior é que eu uso o carro para trabalhar e por isso estou sendo prejudicado já que a maior parte do meu salário vem das comissões.’’ No Boletim de Ocorrência registrado por Oliveira consta que o buraco tinha 80 cm de profundidade e 1,80 m de largura. Segundo os vizinhos, a prefeitura colocou um pouco de terra e brita, mas não tampou o buraco. Esse é o primeiro carro de Oliveira, que ainda está pagando o consórcio.
O engenheiro de manutenção da Sanepar Francisco Ogama disse que a empresa irá ressarcir o motorista – o conserto fica em torno de R$ 2.200. ‘‘O processo de ressarcimento está em fase de análise e o pagamento deve ser feito entre 30 e 60 dias’’, explicou.
A reportagem também esteve nas ruas John Dalton, Jardim Universitário, zona oeste, Humaitá e Avenida Duque de Caxias, área central, e constatou o perigo que os buracos representam para os motoristas. Na John Dalton, um buraco toma conta de toda a largura da rua. Na Humaitá, o buraco toma metade da rua no sentido bairro-centro, obrigando os carros a diminuir a velocidade e passar em meia pista.

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