Curitiba - O delegado titular da Ordem Social, Fauze Salmen, cobrou ontem do Departamento de Polícia Civil um depósito e um caminhão para garantir a continuidade da apreensão de máquinas caça-níqueis em todo o Paraná. De acordo com ele, as ações policiais estão ''complicadas'' por conta da falta de estrutura. ''Para apreender uma máquina precisamos ter o local para guardar os equipamentos apreendidos. Principalmente, se os mesmos estavam agindo clandestinamente'', afirmou ele.
Salmen quer intensificar as ações de apreensão. As máquinas caça-níqueis foram definitivamente proibidas depois de uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que suspendeu a vigência de uma liminar que permitia a exploração deste tipo de equipamento. Com a cassação da liminar voltou a valer o Decreto Estadual 4.599/2001, que, desde agosto do ano passado, proíbe a exploração de máquinas caça-níqueis em todo o Paraná.
Ontem, o secretário de Estado da Segurança Pública, José Tavares, confirmou que a estrutura existente é deficiente. No entanto, ele disse que a Polícia Civil tem que aprender a trabalhar com os recursos que dispõe. ''A Polícia Civil não está estruturada para esse tipo de ação. Mas é função nossa cumprir o nosso dever'', afirmou ele. As máquinas são colocadas dentro de caminhões locados e levadas provisoriamente para barracões alugados pelo governo do Estado para abrigar produtos de desmanches que estão sub judice. ''Espaço para guardar o material apreendido não vai faltar'', argumentou ele.
Em Curitiba, os equipamentos apreendidos estão sendo levados para um barracão que fica na BR-376, sentido Joinville. ''Não vejo problema para guardar esses equipamentos lá'', reforçou Leonil Ribeiro, delegado-geral da Polícia Civil.

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