Edson GuittiCarênciaPosto da Polícia Florestal inaugurado há mais de um ano, em Maringá, ainda não tem viatura Atender o telefone e ouvir as denúncias de caça e pesca predatória. Esta tem sido a rotina dos nove soldados do posto da Polícia Florestal em Maringá. Sem viatura e carreta para transportar o único barco disponível no posto, os policias raramente fazem fiscalização nas matas e rios da região Noroeste e nem mesmo realizam o patrulhamento nos parques florestais de Maringá. Na maior parte do tempo, a equipe de plantão estuda os novos regulamentos da Polícia Florestal, bate papo e dá uma olhadinha no movimento da rua.
O Posto da Polícia Florestal foi inaugurado há um ano e dois meses. Ele está instalado no Parque do Ingá, principal reserva ecológica da cidade. Em 24 de janeiro do ano passado, dia da inauguração, autoridades políticas e comandos da Polícia do Paraná estiveram presentes para falar da importância do posto para a região Noroeste. O objetivo era melhorar os serviços de patrulhamento e fiscalização nas matas e rios no interior do Estado. Entretanto, o posto é inoperante.
As três equipes formadas pelos nove soldados se revezam no posto a cada cinco dias. Esporadicamente, um integrante da equipe de plantão acompanha os trabalhos de fiscalização na região, com o patrulhamento deslocado de Londrina, posto da PF mais próximo de Maringá.
‘‘A gente fica de mãos atadas sem poder fazer nada diante as denúncias’’, diz o soldado Rubens Barreto. Segundo ele, as principais denúncias são referentes a caça e pesca predatória. Ele explica que muitas pessoas cobram uma ficalização mais rigorosa da Polícia Florestal e não aceitam a justificativa de que não há viaturas. O problema, conforme Barreto, é que no dia da inauguração havia duas viaturas no posto e as pessoas pensam que elas foram deixadas em Maringá, o que não ocorreu.
De acordo com o coronel da Polícia Florestal, Abelmídio de Sá Ribas, existe uma negociação para um acordo entre o governo do Estado, através da Secretaria de Segurança, e a Prefeitura de Maringá com o objetivo de melhorar a estrutura do posto na cidade. A assinatura do acordo, segundo Ribas deve ser formalizada o mais breve possível. ‘‘A intenção do Estado é assinar este acordo num curto espaço para que os trabalhos na região de Maringá sejam realizados plenamente’’.

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