A Fundação de Saúde está preocupada que os recursos a serem liberados este ano pelo Ministério da Saúde sejam insuficientes para a manutenção dos projetos realizados pelo órgão no atendimento aos 10 mil índios que vivem no Paraná. A Fundação encaminhou um pedido para liberação de R$ 400 mil para os trabalhos, mas teme que o desembolso seja menor. Com isso, as populações indígenas correm o risco de ficar ainda mais desprotegidas.
As 17 aldeias existentes no Paraná são atendidas por vários projetos desenvolvidos pela Fundação na área de prevenção, que envolve trabalhos de imunização, saneamento, epidemiologia, capacitação de recursos humanos e combate a endemias. Entre esses projetos há serviços de combate à Aids, desnutrição e alcoolismo, avaliação nutricional, reciclagem dos auxiliares de enfermagem e de desenvolvimento de ações para educação e saúde.
A médica Sandra Lunedo, chefe do Departamento de Assistência à Saúde das Populações Indígenas da Fundação de Saúde, diz que os atendimentos são feitos seguindo como critério as questões epidemiológicas, ou seja, onde onde o problema é mais intenso.
As condições precárias em que vivem hoje os índios do Estado faz com que essas populações apresentem vários problemas de saúde. Os principais são doenças respiratórias, diarréia e desnutrição. Só no ano passado 30 índios morreram por complicações no aparelho respiratório e outros 18 por desnutrição. Neste último caso, as crianças de 1 a 6 anos são as principais vítimas.

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