A Prefeitura de Barbosa Ferraz (74 km a leste de Campo Mourão) não sabe o que vai fazer com um hospital público de 32 leitos que está em fase final de construção. A obra foi iniciada em 1988 e desde o começo é executada em ritmo lento, mas deve ser entregue nos próximos 30 dias. O que era para ser motivo de festa, no entanto, virou dor de cabeça para a prefeita Elza Marques Gonçalves (PDT), que alega não ter dinheiro para colocar o hospital em funcionamento.
‘‘É uma nova prefeitura para ser administrada’’, queixa-se a prefeita. A obra vem sendo executada pela Fundação Nacional de Saúde e Elza avalia que custou cerca de R$ 2 milhões. São dois blocos, sendo um deles destinado somente a internações. No outro ficam cozinha, lavanderia, pronto-socorro e dois centros cirúrgicos. Mas apenas a lavanderia já conta com equipamentos.
A compra dos equipamentos é o principal problema para o funcionamento do futuro hospital. A prefeitura calcula que serão necessários pelo menos R$ 700 mil para que todo o estabelecimento seja equipado. Até agora, Elza conseguiu apenas uma promessa de R$ 350 mil em troca do município assumir o hospital em regime de comodato. ‘‘Isso é impossível’’, reclama.
Comprar os equipamentos, porém, é apenas um dos problemas. Mesmo que a prefeitura ganhasse todos eles, restaria um outro grave empecilho: como manter o hospital em funcionamento? Só para começar, o município teria que contratar médicos e enfermeiros.
A prefeita só vê uma alternativa para colocar o hospital em funcionamento: a criação de um consórcio com outros municípios da região. Para que isso seja viável, porém, o hospital vai ter que se transformar num centro de especialidades, o que tornará a manutenção ainda mais cara.

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