Quatro anos após o início da instalação dos nove Telecentros Comunitários em Londrina – fruto da parceira do governo federal com a Prefeitura de Londrina -, uma unidade (no Distrito de Lerroville) já foi fechada e em oito há falta de profissionais e de recursos para a manutenção. Esses são os principais problemas apontados no relatório produzido pela Diretoria de Tecnologia e Informação (DTI) da Prefeitura.

De acordo com o presidente do Comitê Gestor dos Telecentros Comunitários da Prefeitura, Edvaldo de Alcântara de Oliveira, o objetivo do levantamento é melhorar o serviço oferecido aos cerca de 100 usuários que visitam diariamente cada uma das unidades localizadas na Biblioteca Central, Terminal Urbano de Transporte Coletivo, Sine (todos na área central), Centro Cultural Lupércio Luppi (zona norte) e nos distritos de Paiquerê, Warta, Guaravera e São Luís. A unidade de Lerroville foi fechada no segundo semestre do ano passado.

A reportagem percorreu os telecentros da Biblioteca, Terminal Urbano e da zona norte e encontrou computadores parados por falta de manutenção, número insuficiente de impressoras, falta de cartuchos de tinta e ausência de monitores para orientar e promover treinamentos aos usuários.

O gerente administrativo aposentado Celso Silva utiliza diariamente a unidade localizada no Terminal Urbano para acessar portais de notícia e realizar pesquisas. Usuário desde 2009, ele conta que percebeu os problemas e enfatiza a importância de maior investimento no serviço, tão importante para quem não tem acesso à internet. "Além de melhorar, precisaria ampliar, ter um telecentro em cada região. Hoje as pessoas usam internet para tudo e não podemos falar em inclusão social sem inclusão digital também", afirmou o morador do Residencial Horizonte (zona norte).

O repositor de produtos Jonathan Batista de Oliveira é usuário do telecentro do terminal há seis meses. "Precisam divulgar mais. Eu mesmo acabei conhecendo aqui por curiosidade. Estava passando, vi a placa na porta e decidi ver o que era."

Oliveira é morador do Jardim Cláudia (zona sul) e utiliza o telecentro pelo menos duas vezes por semana, para checar o e-mail e pesquisar destinos turísticos. "É uma ótima iniciativa do governo para quem não tem acesso à internet como eu."


Segundo a monitora responsável pelo unidade do terminal, Silmara Sorge, a maioria dos usuários (cerca de 65%) é homem. E pelo menos 70% dos usuários são adultos. Dos dez computadores oito estão funcionando e outros dois aguardam manutenção.

Silmara não vê dificuldade para atender todos os usuários, mesmo com alguns computadores parados, mas acredita que deveria haver uma maior divulgação e também a contratação de maios funcionários. "Com duas pessoas somente não tem como atender todo mundo", disse.

Acúmulo de função
Problemas semelhantes são vistos nos outros dois telecentros visitados. Com a falta de profissionais para realizar a monitoria, o presidente do Comitê Gestor afirma que a opção foi remanejar profissionais da DIT ou solicitar que os próprios funcionários das bibliotecas acumulassem mais essa função. "Os problemas vêm se acumulando ano a ano, porque a instalação não foi algo planejado pela antiga administração", disse.

O técnico de gestão pública Rodolfo Willamowis é um dos funcionários da Biblioteca Municipal que, além de todos os serviços administrativos, é responsável pela monitoria do telecentro. Ele afirma que não teve problema com esse acúmulo de função, mas ressalta que em outras unidades funcionários têm tido dificuldades para atender todos.


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