Sem recursos para a manutenção da estrutura física e de profissionais de seu novo centro de tratamento hidroterápico, os Instituto Londrinense de Educação e Trabalho para Cegos (ILITC) enfrenta dificudades para colocar o espaço em funcionamento. ''Terminamos a primeira fase. Nosso desafio, agora, é conseguir dinheiro para manter as atividades'', comentou o presidente da instituição, Carlos Roberto Miranda.
O prédio de 500 metros quadrados reúne, além da piscina, vestiários adaptados para cadeirantes, sede administrativa, estúdio para a gravação de livros e sala para formação de professores. A construção consumiu R$ 120 mil. Metade da verba foi viabilizada junto ao governo federal. ''O restante é fruto da economia de muitos anos'', explicou.
Entre as necessidades mais urgentes, ele cita a contratação de um químico para manutenção da piscina; os produtos necessários para limpeza; um zelador; e equipe de apoio profissional, o que inclui fisioterapeutas, professor de educação física e auxiliares. Além disso, falta dinheiro para pagar o provável aumento nas contas de água e luz.
Miranda afirmou que a necessidade de mais recursos foi prevista há dois anos. A instituição recebe uma pequena verba do município. O grosso das despesas, segundo ele, é proveniente de bazares e comercialização de doces, mel e produtos de limpeza por um serviço de telemarketing.
Inaugurado no último sábado, o centro foi concebido para favorecer portadores de sequelas neurológicas graves. O restante dos alunos será beneficiado com atividades que visam melhorar o desenvolvimento motor e a coordenação motora, além de atuar na correção da postura de não-videntes. O grupo de idosos utilizará a piscina no projeto ''Espaço Nota 10''. Vinte e cinco crianças entre 18 meses e 14 anos farão atividades de fisioterapia.
A inauguração do centro hidroterápico faz parte das comemorações dos 25 anos do ILITC. A entidade é filantrópica, de caráter assistencial e beneficia gratuitamente 120 frequentadores das atividades e tratamentos. Miranda salientou que trata-se de uma instituição peculiar porque atende, além da cegueira, outros tipos de deficiência que têm a não vidência como sequela.
Os 36 funcionários trabalham com alunos de todas as idades, desde bebês até idosos. Entre as atividades oferecidas, há alfabetização, contadores de histórias, educação física, ensino de sorobã, atividades da vida diária, preparação para o trabalho, acompanhamento psicológico. São oferecidos ainda serviços itinerantes em escolas regulares, serviço social e ensino de sistema braile.

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