O Colégio Estadual Alvorada, no Jardim Alvorada, em Campo Mourão, não tem vagas para matricular cerca de 80 alunos que estudam no próprio estabelecimento. A confusão está causando revolta entre os moradores do bairro. O problema é que o mesmo prédio, com 12 salas de aula, também é sede da Escola Municipal Manoel Bandeira e são os alunos da 4ª série da escola municipal que não estão conseguindo vagas para a 5ª série do colégio estadual.
Para complicar ainda mais a situação, não há mais espaço físico para qualquer ampliação do estabelecimento. A situação vem envolvendo toda a comunidade e já chamou a atenção até da Igreja Católica. No domingo, a situação dos pais, que querem que os filhos continuem estudando na mesma escola, chegou a ser tema de sermão do padre Ivo Bossak. ‘‘Pedimos à comunidade que se organize e lute por uma solução’’, frisa o padre.
Pelo menos para o problema da falta de espaço, o padre já apontou uma solução. Ele diz que a escola pode ser ampliada no local onde hoje está a casa paroquial, que fica ao lado da escola. Para isso, no entanto, a casa paroquial terá que ser demolida. ‘‘Isso não tem importância, o padre pode arrumar outro lugar para ficar’’, destaca Bossak. Ele diz, no entanto, que o Estado teria que pagar pela compra do terreno da igreja.
‘‘Mesmo assim, ficará bem mais barato do que construir outra escola no bairro, com outra estrutura administrativa’’, explica o padre. O diretor do Colégio Alvorada, Edson José Lasta, gostou da idéia, mas teme pela falta de tempo para as obras. ‘‘Trata-se de uma decisão que precisaria ser tomada jᒒ, diz. Sem as vagas no Alvorada, a opção mais próxima é o Colégio Unidade Pólo, a dois quilômetros do bairro, que também tem problemas de vagas.
‘‘Como são alunos de 5ª série, ainda pequenos, os pais não querem que eles estudem tão longe’’, explica a diretora da Escola Manoel Bandeira, Vera Lúcia Varolo Bello. ‘‘A comunidade cresceu demais’’, diz. Com o aumento dos alunos de 1ª a 4ª série, ela teve que pedir de volta uma sala usada pela colégio estadual. O prédio das escolas pertence à prefeitura e, por isso, a escola municipal tem prioridade. ‘‘Não sobraram salas para a 5ª série’’, diz.Simone GirotoPressaDiretor do Colégio Alvorada, Edson José Lasta, teme pela falta de tempo para as obrasSid Sauer

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