Falta de vagas em creches é uma das reclamações
Londrina - A falta de vagas em centros de educação infantil é uma das principais reclamações dos coletores de materiais recicláveis. Cooperadas como Ana Maria Bailão, de 23 anos, relatam uma série de dificuldades para conseguir trabalhar com filhos pequenos. Ela tem duas crianças, de quatro anos e de dez meses, que ficam sob os cuidados de sua irmã mais nova. "Se ela começar a trabalhar e deixar de cuidar de meus filhos eu não sei como fazer."
Segundo a diretora financeira da Cooper Mudança, Josilene Gonçalves, muitas mães deixam de comparecer ao serviço quando não conseguem deixar seus filhos com alguém. O resultado disso é o prejuízo para as coletoras, que ganham por produção.
A secretária municipal de Educação, Janet Thomas, que participou da primeira reunião na CMTU, destacou que o fato de muitas das cooperativas já possuírem uma assistente social facilitará a coleta de dados para as ações da sua pasta. Ela afirmou que mediante o levantamento será possível planejar a inclusão de seus filhos em creches de cada região.
Sobre a falta ou baixa escolaridade dos cooperados, ela destacou que existe uma probabilidade grande de oferecer aulas, se eles conseguirem reunir uma turma de 20 pessoas. "As aulas poderiam ser ministradas no próprio barracão de separação do material", afirmou. Janet revelou que existem recursos disponíveis para isso e a estrutura, como quadro-negro e carteiras, também ficaria sob responsabilidade da secretaria. "A educação de jovens e adultos em situação de risco é uma responsabilidade nossa. Nós só estamos aguardando esse levantamento feito pelas próprias cooperativas", declarou. (V.O.)





