O comerciante Marcelo Eduardo Costa e a esposa Deborah Granada Costa procuraram anteontem a Unidade Básica de Saúde (UBS) do Jardim Santiago (Zona Oeste de Londrina) para vacinar o filha de 1 ano e meio contra caxumba, rubéola e sarampo, conhecida como tríplice viral. A surpresa é que depois de uma hora de espera a resposta dos atendentes é que não havia a vacina e nem previsão para a chegada das doses. Preocupado, o comerciante procurou outros dois postos (no Novo Amparo e no Parigot de Souza – Zona Norte), mas a resposta foi a mesma.
  Um levantamento feito pela reportagem aponta que há falta de vacina em várias unidades de saúde. Em algumas delas, as mães estão tendo os nomes anotados para serem chamadas quando as doses estiverem disponíveis.
  A gerente da Vigilância Epidemiológica municipal, Sônia Fernandes, confirma a falta da vacina em todo o município. O repasse das doses feito pelo Ministério da Saúde (MS) à Secretaria de Saúde do Estado, que envia para o município, está atrasado. ‘‘As informações são de que não há estoque no Ministério da Saúde e não existe previsão de chegada’’.
  Segundo a chefe do setor de Epidemiologia da 17ªRegional de Saúde, Ângela Pacheco, o problema aconteceu porque não havia disponibilidade do laboratório produtor para entrega das doses ao Ministério da Saúde. Segundo ela, há cerca de 10 dias a situação começou a ser regularizada e na semana passada a Regional recebeu mil doses, sendo que 600 foram disponibilizadas para Londrina. ‘‘Até o final de semana Curitiba deve receber mais mil doses, que devem chegar a Londrina na semana que vem’’, disse. Ângela informou que a média mensal de doses aplicadas em Londrina é de 600.

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