Falta de tempo e alto custo diminuem procura por curso para mototaxista
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quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Redação Folhaweb 
Durante anos os serviços de mototáxi e motofrete foram considerados ilegais, até que em 2009 a profissão foi regularizada através da Lei Federal 12.009. Entretanto, para exercer a atividade, quem efetua o transporte de passageiros e cargas teve que se adequar a diversas normas para garantir mais segurança aos passageiros e profissionais.
Uma delas é um curso de especialização, que deve ser realizado até o dia 4 de agosto, conforme estabelece a Resolução 350 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A procura nas autoescolas, no entanto, ainda é pequena.
''Estamos orientando todos os profissionais a se adequarem à lei para garantir que o seu trabalho seja realizado com mais segurança. Além disso, os usuários terão mais confiança para contratar o serviço de uma pessoa capacitada e cadastrada junto ao Detran'', argumenta o secretário da Federação dos Trabalhadores com Transporte Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar), Agenor Pereira.
Porém, ele critica o valor cobrado pelos estabelecimentos. ''Em Curitiba estão cobrando entre R$ 300 e R$ 400 por três horas/aula, enquanto que o ideal seria a cobrança de R$ 120'', argumenta Pereira, informando que no Paraná são 12 mil mototaxistas e motofretistas.
''Apenas cerca de 20% deles trabalham de forma regular. Essa porcentagem deve aumentar nos próximos meses'', destacou, apostando que a regulamentação da categoria deve ajudar milhares de profissionais a sair da clandestinidade. No Brasil são cerca de quatro milhões de profissionais que atuam no setor, segundo estimativa da Associação Brasileira de Motociclistas.
Leia mais na matéria do repórter Marcos Roman
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