A reportagem percorreu dois pontos considerados críticos, nos extremos de Londrina. Falta de sinalização e descuido de pedestres e motoristas são as causas mais frequentes de atropelamentos nas avenidas Guilherme de Almeida e Saul Elkind.
Na Zona Sul, foram vários os flagras de pedestres atravessando a Guilherme de Almeida fora da faixa. Porteiro do Centro de Atendimento Integrado à Criança (Caic) da Zona Sul, Fernandes Alberto Sampaio declarou que desde a instalação da placa da campanha municipal Pé na Faixa, em frente ao colégio, motoristas e pedestres passaram a respeitar mais a sinalização. ''Por incrível que pareça não vi nenhum acidente por aqui este ano.''
Retornando para o Centro, a situação da via se modifica e a imprudência impera. O instrutor Alexandre Caetano viu um homem sendo atropelado por um caminhão em frente à academia onde trabalha há dois meses. ''Se você ficar o dia inteiro vai ver acidentes sem parar'', comentou Caetano, citando a sinalização precária deste trecho da avenida: ''Seria bom colocar um semáforo ou uma passarela, pois ninguém respeita a faixa''.
Em seus cinco quilômetros de extensão, a avenida registra maior movimento de veículos nos horários de pico; faixas de pedestres precisam de pintura nova e os motoristas não utilizam setas e quase sempre estacionam em local proibido.
Dinâmica diferente, mas também perigosa é a da Avenida Saul Elkind, principal via da Zona Norte. Lá, a maioria das faixas de pedestres está apagada, os moradores atravessam fora da faixa e o asfalto é irregular em vários trechos.
E as opiniões dos pedestres se dividem: enquanto a fiandeira Sueli Lopes considerou a via bem iluminada e tranquila para atravessar - ''Sempre atravesso na faixa e por onde passo não vejo acidentes'' -, a dona de casa Marlei Aparecida Kvetik destacou a falta de sinalização para pedestres: ''A esquina do sinaleiro é o local onde mais ocorrem acidentes e como é um trecho comercial e não tem faixa, o pedestre tem que esperar o carro passar para atravessar''.
De fluxo rápido, a Saul Elkind conta com dois semáforos em seis quilômetros de extensão e a velocidade é controlada com quebra-molas. Para os policiais militares da 4 Companhia Independente de Londrina, que patrulham a região, como a maioria dos pedestres é morador da região, eles estão acostumados com a movimentação da avenida e quando ocorrem atropelamentos, quase sempre é distração do próprio pedestre.

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