Falta de sinalização atrasa socorro
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quinta-feira, 29 de agosto de 2002
Phoenix Finardi<br> Reportagem Local 
A falta de sinalização nas ruas de Londrina acabou por atrapalhar o socorro a uma vítima de ferimento à bala, ontem, de madrugada. Os socorristas do Siate tiveram dificuldade para localizar a Rua Oduvaldo Viana, Parque das Indústrias (zona sul), onde Rafael de Oliveira, 20 anos, levou um tiro na nuca, durante um assalto (veja reportagem na página 1 deste caderno). Eudaldo de Oliveira, pai de Rafael, disse que a ambulância só chegou 20 minutos depois do chamado.
Em três dias, é a segunda ocorrência policial grave que gera reclamação pela demora no atendimento do Siate. A primeira reclamação aconteceu na segunda-feira, por causa de um acidente envolvendo um ônibus da empresa Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) e um veículo Logus na Rua Francisco Garcia de Campos, no Jardim Itaparica (zona norte). Duas pessoas morreram. Moradores que testemunharam o acidente afirmaram que o Siate demorou 20 minuos para chegar no local.
O tenente-coronel Ariovaldo de Gouveia Sobrinho, comandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, disse que não há atrasos, mas admite que um problema de localização provocou uma demora no atendimento ao rapaz baleado no Parque das Indústrias. ''No acidente do ônibus com o carro, nós deslocamos quatro ambulâncias. A primeira chegou no local exatamente seis minutos depois que recebemos o aviso. Essa ambulância já estava na zona norte'', explicou. Segundo ele, as outras três ambulâncias saíram do centro da cidade e realmente demoraram mais, chegando às 8h05 e 8h06.
Quanto à demora no atendimento ao rapaz baleado ontem, o coronel reconhece que houve um problema para localizar o endereço: ''No índice do mapa que nós usamos, essa rua consta numa planta equivocada e por isso o motorista se perdeu'', justificou. A falta de sinalização nas ruas e bairros da cidade é a maior dificuldade apontada pelo comandante do Siate: ''Nossos motoristas conhecem bem a cidade mas Londrina é grande e há muitas ruas e bairros sem placas. De noite nós não temos para quem pedir informações e dependemos de mapas para achar endereços'', aponta Ariovaldo.
Lembrando que a noção de tempo varia dependendo da situação, o comandante diz que é comum as pessoas que esperam socorro tomarem minutos por horas: ''A sensação de quem aguarda atendimento é que o tempo parou ou está se arrastando, mas nós estamos sempre de olho no relógio e para nós cada minuto é importante'', assegura Gouveia.


