CAMPO MOURÃO - O Serviço de Atendimento à Mulher (SAM) de Campo Mourão fechou as portas esta semana por falta de funcionários. O órgão foi criado há três anos e funcionava como uma espécie de delegacia da mulher. A chefe do serviço, Maria do Carmo Rosa da Silva Olmedo, era contratada até o final do ano passado pela Câmara de Vereadores como assessora da bancada do PMDB. Com a posse dos novos vereadores, a Câmara deixou de emprestar funcionários para órgãos externos.
‘‘Isso é responsabilidade do Estado’’, justifica o presidente Edson Battilani (PSDB), que também cortou servidores que estavam cedidos ao Fórum. Ele disse que já enviou ofício à Secretaria de Estado da Segurança Pública para que providencie a contratação de um chefe para o SAM. Além disso, promete lutar pela criação de uma delegacia da mulher.
O delegado-chefe da 16ª Subdidivisão Policial, José Carlos Rodrigues de Almeida, disse que vai tentar uma solução para o caso. ‘‘Vamos ver se conseguimos a contratação através do Estado’’, frisa Almeida.
No ano passado, foram registradas 378 ocorrências no SAM, praticamente o mesmo número do ano anterior. A maioria foram agressões, mas também apareceram casos de assédio sexual e problemas familiares. Em janeiro, foram registradas 30 novas ocorrências.

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