O governo do Estado decidiu reativar a Patrulha Escolar Comunitária, a partir de fevereiro de 2004. É uma tentativa de amenizar o problema de constantes invasões e depredações em instituições de ensino público. Apenas uma escola, localizada na zona oeste de Londrina, foi arrombada cinco vezes em menos de 20 dias (ver texto ao lado). Os policiais responsáveis pela coordenação desse programa chegaram ontem na cidade para visitar algumas escolas e fazer um diagnóstico da situação.
O tenente da Polícia Militar Alexandre Stange, coordenador do programa, observou que durante as visitas, além do diagnóstico, são apresentadas algumas sugestões para melhorar a segurança, mesmo antes da implantação oficial da Patrulha Escolar. Algumas alternativas são a contratação de vigilantes particulares e a instalação de alarmes. Ele ressaltou que como o próprio nome sugere é fundamental a participação da comunidade na prevenção aos crimes contra as escolas.
Stange frisou que os problemas das escolas em Londrina são similares aos existentes em instituições de ensino de outros municípios do Estado. Dentre esses problemas, está a falta de segurança do prédio, com muros baixos e a inexistência de vigias no período noturno, e o tráfico de drogas em suas proximidades.
A relações públicas do 5º Batalhão de Polícia Militar, tenente Roberta Mildemberger, esclareceu que, mesmo antes do programa ser oficializado, três viaturas e cinco motonetas vêm desenvolvendo o trabalho da Patrulha Escolar, em Londrina. Dentro do possível, os policiais fazem o monitoramento das escolas. Ela completou que a ampliação do programa depende de ações do governo, como aumento do efetivo.
O chefe do Núcleo Regional de Ensino, Rony dos Santos Alves, que acompanhou os oficiais nas visitas, afirmou ser necessária uma ação mais efetiva da polícia para combater a violência nas escolas. Segundo ele, trata-se de um problema social. ''Quem invade as escolas quer dinheiro fácil para financiar atos ilícitos. É preciso identificar essas pessoas'', completou. Rony garantiu que não aceitará a continuidade do vandalismo. ''Essas ações trazem um prejuízo moral e financeiro muito grande às escolas'', declarou.
Para Willis Poli, diretor da Escola Estadual Ubedulha de Oliveira, localizada no Conjunto Luiz de Sá (zona norte), uma das visitadas pelos policiais, o problema deveria ser resolvido o quanto antes, já que sua escola é vítima constante da ação de marginais. Ele observou que o governo estadual deveria se sensibilizar e aumentar o efetivo da PM. ''A equipe que faz o policiamento da escola cuida de toda área dos Cinco Conjuntos'', pontuou.
Poli comentou que o alarme existente na escola foi custeado com dinheiro levantado internamente. ''A empresa que monitora a segurança não quer renovar o contrato porque tem muito trabalho'', lamentou.

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