Londrina - Os moradores da zona sul de Londrina preferem se arriscar entre os veículos pela PR-445 do que utilizar a passarela que liga as marginais do Jardim Tarobá e Parque Ouro Branco. O motivo é a insegurança. O lugar é frequentado por usuários de drogas e utilizado para a prática sexual. Roubos, agressões, morte e até estupro já teriam sido registrados no local.
O último caso ocorreu na noite de segunda-feira, quando uma mulher foi roubada.
"Era umas 11 (23) horas. Policiais foram chamados e chegaram até a disparar para evitar que o bandido fugisse. Mas não conseguiram pegar ninguém", relembrou o borracheiro Inácio da Silva. Segundo ele, episódios deste tipo são frequentes.
Moradora do Jardim Ouro Branco há 40 anos, Jucelina de Almeida tem história de sobra para contar sobre a passarela. "A mais triste foi de uma moça que foi estuprada; por ser toda fechada de concreto, ninguém conseguiu ver o que acontecia."
Na estrutura, o forte cheiro causado das fezes e lixo a tornam praticamente intransitável. Moradores dizem ainda que durante a noite o local é muito escuro.

PM
De acordo com o capitão Nelson Villa Junior, porta-voz do 5° Batalhão da Polícia Militar, a recomendação é que, ao notar a presença de suspeitos, entrem em contato com a PM. "É difícil dizer para o usuário da passarela passar por outro local, uma vez que ele estará se arriscando em uma rodovia muita movimentada", observou. Em relação ao assalto ocorrido na segunda, Villa conta que os policiais chegaram com rapidez, fizeram um cerco, mas o bandido escapou pulando os muros das residências.
Por ser totalmente fechada, analisou o capitão, o local também dificulta a visão dos policiais durante os patrulhamentos. "Mesmo assim, equipes da PM realizam quase que diariamente operações na Zona Sul. Reforço que qualquer atividade suspeita deve nos ser comunicada pelo telefone 190."

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