de Curitiba

Arquivo FolhaMuito lixo continua sendo jogado nos rios da regiãoO programa de reciclagem de lixo, anunciado ontem pelo prefeito de Curitiba, Cássio Taniguchi, pode deixar de lado um dos principais problemas ambientais da Região Metropolitana. Apesar dos planos do governo estadual de intensificar os projetos de saneamento nos municípios da região, muitas áreas de invasões em mananciais deverão continuar sem recolhimento de lixo e infra-estrutura de água e esgoto.
Pelos números oficiais da Coordenação dos Municípios da Região Metropolitana de Curitiba (Comec), existem atualmente 7,5 mil pessoas ocupando áreas de mananciais e outros locais que oferecem riscos de poluição aos rios que abastecem a cidade. Pelo programa PMA 03, coordenado pela Sanepar em parceria com a Cohab e a Prefeitura de Curitiba, apenas 1.189 das 1.500 famílias que oficialmente moram nas áreas de mananciais serão transferidas para locais com água encanada e esgoto. Como as ocupações crescem a cada dia, a estimativa é que o número de famílias não atendidas seja ainda maior.
Grande parte das áreas invadidas no município de Piraquara, por exemplo, não tem coleta de lixo nem locais apropriados para o depósito de dejetos. Os detritos acabam sendo depositados nas valetas e depois são levados pelas chuvas para os rios da região. É o chamado ‘‘Efeito Valetão’’, que exige cuidados redobrados da Sanepar para evitar a contaminação da água destinada ao abastecimento. Em casos mais graves, o trabalho da estação de tratamento precisa até mesmo ser interrompido.
Apesar da gravidade do problema, os recursos do Banco Mundial para financiar o Programa de Saneamento da Região Metropolitana (Prosam) - US$ 117 milhões - serão aplicados apenas nos loteamentos aprovados pela prefeitura e pela Comec, excluindo as ocupações extra-oficiais.

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