Curitiba - Fabiano Cristopoliski, gerente de musculação da unidade curitibana da academia Companhia Atlética, descreve que muitas pessoas enxergam a atividade física como algo cansativo e sistemático, por isso o desinteresse.
''Muita gente que chega à academia só vem por indicação médica'', explica. Ele cita que outro motivo para o desestímulo é que a atividade física não proporciona resultados a curto prazo. Sem falar no desgaste que o trabalho já oferece, o que é mais um atalho para o sedentarismo.
''O profissional (de educação física) tem um papel importante na motivação. Quando a pessoa vê o resultado benéfico da atividade física, o próprio benefício é uma motivação intrínseca para continuar. Chegar até esse ponto é a grande questão. O profissional deve entrar forte no início, reforçando a mensagem de que a pessoa vai ter os benefícios caso ela se dedique: boa qualidade de sono, menos estresse no dia-a-dia, mais energia para o trabalho, além dos próprios efeitos na saúde'', afirma Cristopoliski.
Ele estima que aproximadamente 40% dos clientes da academia chegam ao local completamente sedentários, ou seja, sem fazer exercício frequentemente há pelo menos um ano e meio.
A administradora Raquel Bossle, de 32 anos, começou a desenvolver o hábito da atividade física aos 22, estimulada por uma amiga. ''O mais difícil é passar a ter o hábito, começar. Depois, vira um 'vício''', explica. Recentemente, ela teve que ficar um ano sem fazer exercício, devido a uma complicação da segunda gravidez. ''Senti muita falta da atividade física. Falta fôlego, até para cuidar dos filhos há uma diferença'', relata Raquel, que retomou o hábito assim que pôde. (F.G.)

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