Muretas destruídas, grades retorcidas e por pouco um acidente envolvendo uma caminhonete não termina em tragédia. No domingo, por volta das 18h30, o gráfico aposentado Nivaldo Pereira estava sentado, ouvindo rádio, na mureta em frente de casa, na Rua Guilhermina Lahmann, no Conjunto Aquiles Stenghel (zona norte de Londrina). Segundos após se levantar, foi surpreendido por uma caminhonete, que atingiu o muro, bem no ponto em que estava sentado. "Se eu tivesse permanecido lá teria morrido e não iria sozinho. Pelo menos mais oito crianças estavam na frente de casa e saíram pouco antes do acidente. Estou até agora com as pernas bambas", relatou, ontem à tarde.
Moradores reclamam que, a exemplo do motorista da caminhonete, muitos outros condutores que vem pela Rua Jordelino Silva para entrar na Guilhermina Lahmann fazem a curva de 90° em alta velocidade. Os motoristas desrespeitam a sinalização de parada obrigatória e muitos não conseguem fazer a curva, colocando em risco a vida dos moradores e de pedestres da região. Para piorar o quadro, a única placa que indica a proibição da circulação de caminhões com peso acima de 6 toneladas está enferrujada e ilegível. Só quem se aproxima muito do local consegue ver o aviso. As lombadas existentes na via também estão com a sinalização apagada.
A mulher de Pereira, Benedita Braga, reforça que o local é muito perigoso e que a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) deveria encontrar uma solução. "Esta é a quarta vez que ocorre um acidente aqui. Já houve um caso de colisão contra o carro de meu genro e além desse episódio do fim de semana já aconteceram outros dois choques contra a mureta", reclamou.
Outro imóvel que já foi atingido pertence à frentista aposentada Olinda Maria da Silva. Ela salientou que a sua sobrinha era uma das crianças que estavam brincando na frente do imóvel e que se não a tivesse chamado para tomar banho, ela poderia ter sido atingida. "Aqui o fluxo de caminhões carregando pedras é muito grande, cerca de 40 a 50 todos os dias."
"Eles não respeitam o limite de velocidade e passam rápido por aqui. Ainda não aconteceu nenhum acidente comigo, mas o certo seria implantar algum obstáculo para impedir que eles desenvolvam essa velocidade", declarou o motorista Valdemício da Silva, morador da Jordelino Silva.
A CMTU, via assessoria de imprensa, comunicou que irá enviar uma equipe ao local para avaliar a situação e, se necessário, realizar uma operação de fiscalização. Caso seja necessária uma mudança de projeto, a CMTU recomendou que a população faça essa solicitação junto ao Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul). Sobre a placa ilegível que proíbe a circulação de caminhões pesados, a CMTU se prontificou a trocá-la assim que a equipe for ao local.

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