A sintonia entre pais e avós é fundamental para a educação da criança, defende a psicóloga Daniele Fioravante. ''As regras devem ser estipuladas e os dois lados devem seguir o combinado, caso contrário a criança pode ficar confusa, sem saber qual referência adulta deve seguir.''
E foi justamente essa confusão de referência que fez com que Maria Gabriela, de 7 anos, apresentasse um comportamento estranho na escola. Segundo a mãe da menina, a vendedora Ana Carolina Zaniboni Machado, ela, o marido e a filha moraram por um longo período ao lado dos pais.
A menina passava o dia com a avó e o avô, enquanto a mãe ia trabalhar. Quando Ana Carolina, o marido e filha mudaram de endereço, a garota começou a apresentar um comportamento diferente. ''A professora disse que ela chegava à escola e não conseguia ler, falava que não estava enxergando. Fizemos vários exames e não deu em nada.''
Os pais da menina pesquisaram, sem sucesso, o que estava acontecendo com a criança. ''Foi aí que ela começou a fazer um acompanhamento psicológico e descobrimos que, na verdade, ela não se sentia segura conosco, sem os avós'', afirma a vendedora.
Maria Milsa Zaniboni, avó de Maria Gabriela, conta que hoje procura respeitar ao máximo as regras estipuladas pelos pais para não confundir a autoridade deles. ''Não é tudo que eu permito, não fico mimando, não quero que ela se torne uma criança sem limites'', complementa. Hoje as duas passam parte da manhã e da noite juntas.
Segundo a psicóloga, é fácil identificar quando a criança está sendo muito mimada ou superprotegida. ''Ela não aceita ouvir não, fica agressiva, xinga'', explica. Para resolver o problema, os pais devem ter uma conversa aberta com os avós e tentar um acordo sobre quais regras seguir. Caso isso não funcione, podem buscar orientação profissional.

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