Falta de recursos fecha clínica da Unioeste
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segunda-feira, 13 de maio de 2002
Gilmar Agassi <br>Equipe da Folha 
Cascavel - A falta de recursos e equipamentos obrigou a direção do curso de Fisioterapia, da Universidade Estadual do Oeste (Unioeste), a fechar ontem a clínica que prestava atendimento a cerca de 3 mil pessoas por mês. Os alunos, com o apoio de alguns pacientes, fizeram um protesto em frente à clínica, depois passaram pela reitoria para pedirem uma solução e seguiram até o centro de Cascavel onde fizeram uma panfletagem para informar a população sobre o problema.
Hoje está prevista uma reunião, em Curitiba, envolvendo uma comissão formada por alunos e direção do curso, o reitor Wilson Iscuissati, e representantes da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Enquanto acontece a negociação, os demais alunos prometem permanecer protestando no campus.
A clínica que atende em sua maioria pessoas de baixa renda realiza desde avaliação até o tratamento, que vem sendo feito pelos alunos do terceiro ano. A acadêmica Taís Gisele Guaitaneli explica que falta de tudo um pouco, desde equipamentos básicos até mais complexos. Uma piscina utilizada para o tratamento de hidroterapia está interditada há mais de seis meses por falta de manutenção.
O projeto pedagógico do curso prevê investimentos na ordem de R$ 1,23 milhão, mas, em menos de quatro anos, foram aplicados apenas R$ 37 mil. Taís acredita que para resolver os problemas mais urgentes seriam necessários ao menos R$ 500 mil, o que poderia garantir a reabertura da clínica. Estamos há quase um ano alertando sobre isso. Agora não tivemos outra alternativa a não ser fechar, lamenta.
Um dos pacientes que acompanharam o protesto, Iraci Coldebela, diz que sente muitas dores na coluna e depende do tratamento para amenizar o sofrimento. Ele conta que sua filha de nove anos tem o mesmo problema e também vinha sendo atendida na clínica. O governo precisa mandar dinheiro. Muitas pessoas vão ser prejudicadas com isso, alerta.
O pró-reitor de Graduação da Unioeste, Leônidas Camargo, reconhece a gravidade da situação e concorda com a suspensão das atividades da clínica para que não aconteça danos maiores à própria sociedade, devido à precariedade da estrutura. De acordo com ele, este é um problema que deveria ter sido administrado ao longo dos anos, evitando que chegasse a este patamar.
Camargo disse que o reitor Wilson Iscuissati se comprometeu em pleitear os recursos junto ao governo do Estado para amenizar a situação. Não temos previsão de quando este dinheiro virá. Infelizmente teremos que esperar, acrescenta.


