Érika Pelegrino
De Londrina
Por falta de quórum não aconteceu ontem a reunião da Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores, na qual os membros discutiriam
medidas para obrigar a Secretaria da Fazenda a detalhar a destinação da verba resultante da venda de 45% das ações ordinárias do Sercomtel, ocorrida em maio de 1998. O dinheiro é administrado pelo Conselho de Gestão Fiscal (Cogefi).
A comissão quer saber como foi gasto este dinheiro (R$ 186 milhões) e quer detalhes dos projetos nos quais a verba teria sido aplicada. A reunião iria tirar um posicionamento sobre como agir no caso de o relatório que o secretário da Fazenda, Jair Gravena, deverá entregar hoje à Câmara, não traga todas as informações necessárias.
A reunião foi adiada para a próxima segunda-feira. Na última sexta-feira, Gravena apresentou um relatório no qual há a informação de que dos R$ 186 milhões obtidos com a venda das ações da Sercomtel, restam R$ 4,8 milhões.
A verba teria sido usada no pagamento de dívidas, educação, alimentação infantil, projetos sociais, obras e outros. Mas o balancete de Gravena não especifica que projetos são estes. O valor maior, R$ 60,8 milhões, teria sido gasto no combate ao analfabetismo, evasão escolar e alimentação infantil.
O secretário de Educação, José Dorival Perez, afirmou que não daria nenhuma declaração sobre o assunto até que Gravena apresentasse o relatório especificando os projetos. ‘‘Não posso falar nada porque não sei nada sobre isto’’, afirmou. Também na reunião de segunda-feira, às 14 horas, a comissão irá ouvir o depoimento do diretor-administrativo da Sercomtel, Waldmir Belinati.