Uma das grandes questões que envolvem o uso do telefone público viva-voz é a falta de privacidade. De fato, os usuários vão compartilhar a conversa com quem estiver por perto, mas o fato não os incomoda. Ao menos foi o que demonstrou uma pesquisa realizada pelos próprios inventores, Antônio Roberto Pereira e Adoniro Prieto Mathias, que acompanharam os testes do aparelho realizados em várias cidades do Paraná.
O viva-voz já foi testado em Apucarana, Cornélio Procópio, Foz do Iguaçu, Cambé e Londrina, durante a feira de Ciências do Colégio São Paulo, no ano passado. Não há previsão de o produto voltar a ser testado na cidade. Segundo os inventores, foram ouvidas cerca de 800 pessoas nos meses de outubro, novembro e dezembro de 97 e janeiro de 98. Deste total, 80% responderam não ter preocupação com o sigilo da conversa.
‘‘Quem utiliza o telefone público já não tem a privacidade garantida. Pelo menos 50% da conversa - a parte que é falada pela pessoa que está no telefone público - é ouvida por quem está próximo’’, comenta Pereira. Para satisfazer os que consideram o sigilo essencial, os inventores falam da possibilidade de o telefone público viva-voz ser instalado em cabines.
Adoniro Pietro comenta ainda que não é intenção da dupla de inventores que o viva-voz venha a substituir todos os telefones públicos tradicionais. ‘‘Eles vão continuar existindo, embora a gente acredite que a tendência seja que o aparelho viva-voz ganhe cada vez mais espaço’’, comenta.
Segundo eles, existem hoje no Brasil 634.500 telefones públicos. A previsão da Telebrás é que até o ano 2003 esse número chegue a 1,8 milhão.

mockup