Falta de policiamento é a principal queixa
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quarta-feira, 08 de setembro de 2010
Michelle Aligleri<BR>Reportagem Local 
''A cidade está tomada pelo tráfico. As pessoas têm medo de denunciar.'' Estas foram as palavras usadas pela pela professora Anezilda Neves de Almeida para descrever a situação em que se encontra o município de Florestópolis. Na manhã de ontem, foi realizada uma reunião na Câmara Municipal para discutir a falta de segurança com a população. A cidade está comovida por conta da morte do menino Bruno Liduíno, 11 anos, na última sexta-feira. Ele foi vítima de bala perdida durante uma briga entre traficantes.
Hoje pela manhã uma nova reunião será realizada para discutir os pontos que vão receber as primeiras ações policiais. Conforme o capitão Mário Celso, responsável pela 2Companhia do 15º Batalhão da Polícia Militar, que atende um total de nove cidades - incluindo Florestópolis. A cidade conta atualmente com cinco policiais para garantir a segurança de 12 mil habitantes.
''Os policiais trabalham em turnos e há momentos que temos apenas um homem trabalhando. Sabemos que não é suficiente, mas por enquanto não temos capacidade de remanejamento. Para trabalhar com mais tranquilidade, nós precisaríamos de pelo menos dois policiais em cada turno'', disse.
Apesar da situação crítica, os moradores terão que conviver com a falta de policiais por mais algum tempo. ''Temos 22 homens na escola de formação, quando eles finalizarem o curso teremos condição de aumentar o efetivo. Mas isso só vai acontecer no final do ano'', acrescentou o capitão. Para dar mais segurança à população, ele disse que serão realizadas operações pontuais, que vão combater diretamente o tráfico de drogas.
Para o prefeito Onício de Souza (DEM), a situação merece mais atenção das autoridades. ''Estamos à mercê da sorte, o governo afirma que estas ocorrências estão dentro da normalidade, mas não concordamos com isso. A cidade está em luto. É necessário que os governos olhem pelas cidades menores'', reivindicou.


