Falta de policiais deixa secretário 'angustiado'
Lucilia Okamura
De Londrina
Vocês não imaginam a minha angústia pela falta de investigadores e escrivães. A afirmação foi feita ontem, em Londrina, pelo secretário estadual de Segurança Pública, Cândido Martins de Oliveira, ao ser questionado pelos jornalistas sobre a falta de efetivo na Polícia Civil.
Aprovados no concurso da Polícia Civil, realizado em 97, irão fazer uma manifestação no dia 29, em frente ao Palácio do Iguaçu, em Curitiba. Eles reivindicam a contratação imediata. Na opinião do secretário, o protesto é precipitado porque o governo está cumprindo rigorosamente o cronograma.
Martins de Oliveira explicou que na primeira fase foram classificadas 2.400 pessoas e que foi feita a averiguação da vida pregressa de todas. Precisamos averiguar em profundidade, por isso a demora, justificou. Ele disse que há cerca de 10 dias o concurso foi homologado e agora é preciso esperar 30 dias para que sejam analisados os possíveis questionamentos dos concursados.
Depois eu vou propor a nomeação para a secretaria de Administração, informou. O secretário disse que não pode dar prazos porque a nomeação depende do governador Jaime Lerner (PFL).
Após a nomeação, os aprovados terão de ficar cerca de quatro meses na Escola de Polícia. Martins de Oliveira disse que pretende descentralizar as aulas para que o processo ande mais rápido. A escola (professores e técnicos) pode se deslocar para as subdivisões.
Comentando a chamada onda de violência em Londrina nos primeiros dias do mês, quando aconteceram vários assassinados e assaltos, Martins de Oliveira classificou de sensação de insegurança. Segundo ele, a maioria dos assassinatos foi resolvida pelas Polícias Militar e Civil, o que demonstra competência e eficiência. Ele observou ainda que uma equipe do Centro de Operações Especiais (Cope) foi enviado para Londrina. Todas as providências emergenciais que eu deveria ter tomado, foram tomadas.
O secretário passou a manhã visitando alguns distritos, o terreno onde está sendo erguido a Cadeia Pública e a sede do Corpo de Bombeiros. Ao contrário das últimas visitas, quando o secretário se mostrou avesso e até ríspido com jornalistas, ontem ele estava acessível e respondeu a todas as perguntas.





