Localizar-se em Londrina pode não ser a coisa mais fácil, dependendo da região onde se esteja. Na Vila Brasil (Centro), os desavisados podem achar que se perderam nas contas da numeração das casas nas ruas Argentina e Paraguai. Ambas não respeitam a sequência numérica ou até repetem números, para desespero de entregadores, taxistas e visitantes. Na Argentina, por exemplo, a numeração avança até próximo ao número 200 e retorna ao 15, começando tudo novamente.
A doméstica Sandra Regina alves, moradora da Argentina há sete anos, vive com o tormento de ter outra casa com o mesmo número um pouco adiante. Ela afirma nunca ter tido problemas com correspondências, mas muitas pessoas param para pedir informação por causa dos números não sequenciados.
A aposentada Alice Ribeiro Costa, moradora há 60 anos na Rua Argentina, afirma que décadas atrás recebeu correspondência da Copel solicitando a alteração do número da casa. ''Meu pai também recebeu. A casa dele era número 5 e pediram alteração para 175 A. Ele fez a alteração. A minha também solicitaram - passaria de número 12 para 200 e alguma coisa, mas eu não mudei. Uns anos depois decidi mudar para 39, e assim está até hoje'', explica. Segundo ela, a documentação da residência consta com 39 também.
Como é moradora antiga, diz que o carteiro e alguns entregadores já estão acostumados, mas usa pontos de referência como as ruas transversais. ''Já solicitamos na prefeitura que alguém arrume isso, mas ainda não tivemos retorno'', afirma.
Rodando
Em outras ruas, é a falta de placas que atrapalha quem precisa se localizar. Em várias regiões é comum encontrar placas a cada três, quatro quarteirões, o que pode ser um tormento para quem precisa localizar um endereço, principalmente se estiver a pé.
No Jardim Columbia (Zona Oeste) o problema é duplo. Falta de placa nas ruas e também ausência de números nas casas. A reportagem encontrou o motorista Manoel Barros Bezerra pedindo informações duas vezes no bairro. Questionado, ele disse estar rodando há 15 minutos procurando a Rua Sebastião Roberto. ''Faço sempre entrega por aqui e sempre é o mesmo problema. Faltam placas, muitas casas estão sem número e até os moradores desconhecem os endereços'', explica.
O vendedor Pedro Otomaier, morador do bairro há 10 anos, tentava ajudar o motorista mas também não tinha certeza de onde ficava a rua. Segundo ele, é comum as pessoas pararem para pedir informação por dificuldades em localizar os endereços. Muitas casas são novas e algumas, mesmo aparentando já ter moradores, ainda não têm números de identificação.

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