Falta de placas ainda é problema
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segunda-feira, 31 de março de 1997
Da Sucursal 
Kraw PenasEloy Silvestre Kokcanny, do Ippuc: motoristas se queixam da visualizaçãoApesar do aumento da sinalização nas ruas de Curitiba, motoristas e turistas reclamam da falta de placas com os nomes das ruas. Em bairros afastados do centro, o problema é maior. As placas adesivas em postes, com as palavras escritas verticalmente, também recebem críticas por serem difíceis de ler, principalmente em dias de chuva.
A escassez de placas indicativas é um dos problemas apontados pelo diretor de compras da Renault, o alemão Andreas Gabriel, que mora há quase dois meses em Curitiba. Logo que vim para cá, notei a falta de placas. Mas logo decorei o caminho de casa para o escritório e resolvi o problema, conta ele.
A falta das placas se tornou problema até para os motoristas de táxi, acostumados ao trânsito diário e a memorizar o nome de ruas, dispensando identificação das avenidas. No centro não há problema. Nas vilas mais retiradas é que a situação fica difícil, explica o taxista Altevino Gonçalves.
O motorista diz que algumas vezes teve de recorrer ao guia de endereços ou ao rádio-táxi para saber o nome da rua em que estava. Para Gonçalves, a cidade cresceu muito e o número de placas não acompanhou.
O coordenador de circulação viária do Ippuc Eloy Silvestre Kockanny admite a escassez de placas com nomes de ruas. Vários motoristas já reclamaram que não tem muita visualização das placas.
De acordo com o Ippuc, não há projeto para colocação deste tipo de placa nas ruas. O instituto também não tem planos de fazer as placas em espanhol ou inglês para orientação dos estrangeiros que chegam na cidade.
Nos próximos meses, o Ippuc vai colocar 2.225 placas de sinalização de direção. Já foram instaladas 180 placas com cores diferentes para cada indicação (saída da cidade, bairros, equipamentos urbanos e rua). O projeto se restringe às placas fixadas em semi-pórticos - projetas sobre as ruas, em postes, explica Kockanny.


