Falta de oxigênio teria provocado sequelas em paciente
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de novembro de 2002
Giovana Kindlein<br> Reportagem Local 
Depoimentos de dois médicos do Hospital Universitário (HU) ao Ministério Público trouxeram novas informações à investigação do promotor público Paulo César Vieira Tavares sobre a suspeita de erro médico no caso do servidor público José Carlos Fortunato, 32 anos. Ele ficou paraplégico depois de passar por uma cirurgia no ouvido há sete meses.
Os médicos disseram ao promotor que o problema com o paciente não ocorreu durante a cirurgia e sim quando ele estava na sala pós-cirúrgica. Segundo um deles, o aparelho oxímetro teria disparado o sinal por um certo tempo e não houve socorro imediato ao paciente, que ficou um período sem oxigênio. O promotor preferiu resguardar os nomes dos envolvidos.
Os fatos foram relatados ontem à tarde por Tavares a uma comissão de amigos e parentes que acompanham o caso. O promotor deverá ouvir ainda mais um médico e uma auxiliar de enfermagem. Em outro encontro, com o promotor Miguel Sogaiar, houve acordo com uma seguradora que indenizará Fortunato em R$ 8 mil.


