Técnicos da Sanepar concluíram ontem a análise das amostras de água coletadas no Lago Igapó 2 (área central de Londrina), no último domingo, após a morte de uma grande quantidade de peixes. O incidente se repetiu no dia seguinte. O diretor de operações da Sanepar na Região Metropolitana de Londrina, Sérgio Bahls, creditou o incidente a mudanças climáticas.
De acordo com Bahls, a análise mostrou que havia alta demanda biológica de oxigênio no lago, aproximadamente 32 miligramas/litro três vezes mais do que o normal, que varia entre 10 e 12 miligramas/litro. A escassez de oxigênio, absorvido pela grande quantidade de algas, teria causado a morte dos peixes. Entre as espécies atingidas, havia tilápias, acarás e traíras.
Bahls afirmou que, para atenuar o problema, seria necessário promover a oxigenação do lago, com o uso de motores. A técnica não é utilizada em Londrina. O diretor de operações frisou que a Sanepar não detém o controle do lago e, por isso, não tem como fazer o monitoramento necessário para evitar a morte dos peixes. ''A Sanepar se dispõe a fazer análises e o que mais for necessário, mas teria que ser um trabalho integrado com a Secretaria do Meio Ambiente e outros órgãos'', ressaltou.
O secretário municipal de Meio Ambiente (Sema), Dirceu Fumagalli, destacou que o órgão já monitora diariamente os lagos e, se preciso, encaminha análises de laboratório para o Instituto Ambiental do Paraná (IAP). ''Não temos tecnologia para fazer o controle das algas e evitar a morte de peixes, mas temos um ótimo e cuidadoso monitoramento'', garantiu. O secretário acrescentou que vários fenômenos ocorridos nos lagos se devem à localização em perímetro urbano.
O Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e pesquisadores da Universidade Estadual de Londrina também estão fazendo análises para descobrir o que levou à morte das espécimes. O chefe regional do IAP, Ney Paulo, informou que o órgão deve concluir o laudo referentes à mortandade dos peixes no Igapó em meados da próxima semana.

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