Paulo WolfgangAilton Ribeiro dos Santos: consulta daqui a três mesesO vigia Ailton Ribeiro dos Santos, 35 anos, morador do Residencial do Café, na zona norte de Londrina, é um dos 1.523 usuários do SUS que estão esperando por uma consulta com um otorrinolaringologista. Ele esteve no posto de saúde do Conjunto Chefe Newton, com problemas de surdez. Depois de examinado, ele conseguiu marcar consulta para daqui a três meses.
‘‘É um absurdo tratar o usuário deste jeito. Se é uma coisa grave a pessoa morre esperando pela consulta’’, reclama. Indignado com a situação, ele conta que, no ano passado, seu pai precisou esperar seis meses para ser consultado por um neurologista.
Meire Nakagawa, do Cismepar, argumenta que o atendimento na área de otorrino é um caso especial e poderá ser resolvido ou pelo menos amenizado a curto prazo. ‘‘É uma das especialidades mais procuradas porque, além da demanda ser grande havia uma fila muito grande de espera por cirurgia’’, diz. Ela esclarece que as pessoas com problemas cirúrgicos demandam um número grande de retorno até ter sua situação resolvida.
‘‘A demora na realização da cirurgia acaba aumentando a demanda por consultas e a espera , justifica. O Cismepar, informou a assessora, está agilizando as cirurgias de otorrino para atender toda a demanda. Para agravar ainda mais a situação, o Cismepar está contando com o trabalho de apenas um otorrino. O consórcio conta dois profissionais da área, mas um deles está em férias. A ausência de um médico reduziu a capacidade de atendimento de 1.600 consultas para 1.200 por mês, aumentando o tempo de espera para o usuário.

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