Falta de ônibus atrasa enterro
A família de Adilza Aparecida Messias, assassinada no último domingo por um ex-companheiro, teve que arrecadar dinheiro com parentes, amigos e vizinhos para poder fretar um ônibus e ir ao cemitério finalizar o funeral. Eles já haviam conseguido um veículo gratuito junto à Francovig, que estava programado para pegar os parentes as oito horas. ''Só que com a paralisação ele não veio e ninguém avisou. A Acesf está aqui desde cedo, esperando para levar o corpo, mas não podemos deixar porque não temos como acompanhá-lo'', afirmou a cunhada de Adilza, Elenice Xavier.
A filha mais velha da vítima, Jaqueline Aparecida Xavier, demostrava firmeza incomum a uma adolescente de 16 anos: ''Só vamos sair daqui quando todos puderem ir ao cemitério'. O enterro, que estava marcado para às 8 horas, só aconteceu depois do almoço.
A greve dos funcionários do transporte coletivo também afetou o atendimento no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com a coordenadora de enfermagem Kellen Mitie Wakassugui, o telefone não parou durante toda a manhã. ''Muitas pessoas que ligavam queriam transporte para consultas ou atendimentos médicos já marcados. As ligações passaram por triagens e somente os casos de urgência e emergência foram atendidos'', esclareceu. (Colaborou Rodrigo Neppel)





