Falta de médicos é problema comum em vários municípios
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terça-feira, 05 de março de 2013
Érika Gonçalves<BR>Reportagem Local 
Conforme Estatísticas do Conselho Regional de Medicina (CRM), os municípios menores sofrem com a falta de médicos. Em entrevista à FOLHA neste domingo, o presidente do CRM-PR, Alexandre Bley, afirmou que a média do Paraná é de 1,87 médico, enquanto na capital esse número salta para 5,71. "Temos muitos médicos em grandes cidades e poucos nas pequenas", destacou. Entre os motivos para a falta de profissionais, o baixo salário é um deles.
Em Umuarama (Noroeste), município com 102 mil habitantes, quem precisa médicos, principalmente pediatras e ginecologistas, está enfrentando dificuldades para marcar consultas nas Unidades Básicas de Saúde. Dos 32 médicos concursados, 14 pediram exoneração entre os meses de janeiro e fevereiro. Umuarama conta com 23 UBS.
Segundo o secretário de Saúde, Luiz Alberto Haiduk, o problema aconteceu depois que foi instalado o ponto biométrico, em janeiro. "Até então o ponto era anotado em um livro. No ano passado o Ministério Público havia pedido o cartão-ponto de todos os funcionários da Saúde e fez a solicitação que instalássemos esse outro método", explica.
Além disso, de acordo com o secretário, como a iniciativa privada paga mais, fica difícil contratar profissionais. O salário atual no município é de R$ 1,8 mil por 10 horas semanais e R$ 3,2 mil por 20 horas semanais.
Para tentar resolver o problema, a Prefeitura de Umuarama solicitou ao MP que dispense a licitação e autorize a contratação emergencial, enquanto não é realizado concurso público.
"O processo leva uns 120 dias, por isso precisaríamos do contrato de emergência. Esperamos que para o concurso seja autorizado aumento dos salários. Nossa intenção é abrir 20 vagas para médicos, mas iremos contratar outros profissionais também,como enfermeiros e nutricionistas", explica Haiduk.
O secretário garante que apesar da falta dos especialistas, as gestantes não foram prejudicadas, já que o obstetra continua atendendo normalmente. Para ajudar no atendimento nas unidades básicas, foram solicitados dez profissionais através do Programa de Valorização da Atenção Básica (Provab), do Ministério da Saúde, mas apenas quatro profissionais foram aprovados e devem começar a trabalhar ainda nesta semana. A reportagem tentou contato com o promotor responsável pelo caso, mas ele estava em audiência.
Residência
Em Paranavaí, também no Noroeste, neste início de ano seis médicos foram aprovados em Residência Médica e pediram exoneração. Para atender os 85 mil habitantes, em um Pronto Atendimento e 14 UBS, também foi necessário recorrer a um contrato emergencial. O secretário de Saúde, Agamenon Arruda de Souza, está em viagem em Brasília e não soube informar o número exato de médicos da cidade, mas afirmou que três profissionais já foram contratados por até 180 dias e outros sete aprovados em concurso público já estão sendo convocados. "Com isso o problema deve ser resolvido", garantiu.
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- Concursos tiveram que ser cancelados


