A falta de manutenção no campus da Universidade Estadual de Londrina, devido à greve dos funcionários e professores, já começou a apresentar consequências. No Centro de Estudos Sociais Aplicados (Cesa), as últimas chuvas alagaram 15 salas de aula e arrancaram os tacos. Isso porque as calhas do prédio, por estarem entupidas com folhas, não puderam conter o volume de água que invadiu o telhado. O vice-diretor do centro, professor João Massutti, disse que em períodos normais, o telhado e as calhas são verificados a cada 20 dias.
Um grupo de servidores foi convocado para fazer os reparos nas salas do Cesa. Mas ontem à tarde, segundo uma funcionária da UEL que não quis se identificar, o comando de greve teria impedido a continuidade do trabalho.
No prédio da Morfologia, as goteiras estão atrapalhando a pintura de uma sala que está em reforma. A obra é realizada por uma empresa contratada, mas o reparo no telhado depende dos funcionários do campus. A prefeitura, de acordo com a funcionária, possui cerca de 110 mil metros quadrados de construções que exigem conservação permanente.

mockup