Para os usuários, as academias ao ar livre são úteis, mas a falta de manutenção incomoda. Os aposentados Aloisio Scheller e Germano Pereira da Silva afirmam usar diariamente os aparelhos instalados no Lago Igapó, na esquina da Avenida Higienópolis e Bento Munhoz da Rocha Neto, área central. Em poucos minutos eles apontam diversos problemas, como estruturas corroídas pelas ferrugem, falta de peças, aparelhos com partes móveis instáveis, rolamentos quebrados.
"Caminho duas horas todos os dias e depois faço meia hora de exercícios na academia. O espaço é bom, precisa melhorar a manutenção", destaca Scheller. "Algumas pessoas não sabem usar e acabam estragando também", acrescentou.
Silva reforça que o local é bastante utilizado, mesmo em horários mais quentes do dia porque foi instalado embaixo das árvores, mas que algumas outras academias ficam no sol, o que dificulta o uso.
No Conjunto Parigot de Souza (zona norte), o porteiro Wilson de Lima resolveu agir com seus vizinhos e cortaram a grama, pintaram as guias da calçada e retiraram o lixo no entorno da academia ao ar livre. Ele destacou a atitude foi tomada porque a prefeitura não atendeu nenhum dos apelos dos moradores pela limpeza da praça. "Nós cortamos o mato alto e eu encontrei até uma cobra ali", relembrou.

No Patromônio Heimtal, também na zona norte, os usuários se mostraram preocupados com a notícia de que as academias ao ar livre em pontos isolados podem ser transferidas. A costureira Sônia Brito disse que a academia deve permanecer onde está, pois existem muitas pessoas que usam a academia na parte da manhã. "Existem vários aposentados que frequentam ali, então não vejo por que tirar", destacou.
A comerciária aposentada Neusa Maria Freitas de Silva é uma das frequentadoras e reforça que não vê necessidade de mudança. "Fica na frente da minha casa", ressaltou. (E.G. e V.O.)

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