Muitas estão amassadas, algumas quebradas, superlotadas ou acumulando água por não terem perfurações, isso quando ainda são encontradas. A falta ou a situação precária das lixeiras em Londrina não tem agradado as pessoas que passam pelo centro da cidade. A reportagem percorreu algumas das principais ruas e avenidas da área central, para checar as condições das lixeiras.
Um dos trechos percorridos foi a Avenida Leste-Oeste, entre as avenidas Duque de Caxias e Rio Branco. Nos cerca de 2,3 quilômetros existem somente 14 lixeiras, sendo que na maioria das quadras elas ficam em apenas um dos lados da via.
Diante da ausência dos recipientes nos canteiros da avenida, é comum ver pessoas jogando garrafinhas de água ou embalagens de alimentos, principalmente no início da manhã ou final da tarde, quando elas realizam caminhadas ou estão indo ou voltando do trabalho.
A vendedora Franciele Santiago, moradora do Patrimônio Heimtal (zona norte), passa pelo local diariamente para pegar o ônibus e confirma o problema. "As lixeiras que existem foram colocadas pelos donos das lojas, mas lixeiras da prefeitura mesmo não têm", destacou. "Sempre vejo alguém deixando lixo no gramado durante a caminhada. É claro que isso é também uma questão de educação, mas a falta (dos recipientes) estimula as pessoas a jogarem no chão."
Outro percurso realizado pela reportagem foi na avenida Duque de Caxias, entre a Leste-Oeste e a Rua Jorge Velho. Nos cerca de 4 quilômetros existem apenas 13 lixeiras. Em alguns trechos, as poucas existentes estão amassadas.
Já no cruzamento da rua Paranaguá com a Avenida JK, havia uma lixeira tão cheia de rejeitos, que parte deles já se acumulava na calçadas. Das 13 existentes na área, a maioria estava sem fundo.
Em alguns pontos da JK, como entre a Avenida Higienópolis e a Rua João Cândido, também não foi encontrada uma só lixeira. O mesmo ocorre na João Cândido, da Raposo Tavares até a JK. Ao percorrer os cerca de 1,6 quilômetro, a reportagem constatou somente 11 lixeiras. Algumas delas acumulando água por não serem perfuradas.
O varredor Luis Caldeira, que trabalha há 20 anos no setor, realiza diariamente a limpeza na João Cândido. "Algumas pessoas guardam o lixo na bolsa ou no bolso até encontrarem uma lixeira, mas nem todos são assim e, na falta de opção, jogam no chão mesmo", reclamou. "Não me lembro quando foi a última vez que substituíram essas lixeiras."
Na Avenida Higienópolis, no trecho entre a Rua Sergipe e a avenida JK, que totaliza 1,3 quilômetro, foram vistas 15 lixeiras - a maioria em boas condições. Porém, em várias quadras não há um local para descarte do lixo ou existem apenas o suporte.
"Eu moro no Jardim Shangri-lá (zona oeste), mas sempre estou aqui no centro e percebo o problema. É preciso colocar mais lixeiras e realizar a limpeza com maios frequência", fez questão de opinar a professora aposentada Tomie Assada, enquanto caminhava pela rua Pará.

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