Falta de lâmpadas deixa alguns bairros de Curitiba às escuras
Israel Reinstein
De Curitiba
Alguns bairros de Curitiba vão enfrentar problemas de iluminação pública, em função de atrasos no repasse de recursos da Eletrobrás. Por uma falha no processo de compra de lâmpadas, regiões como a Vila Parigot de Souza, no Sítio Cercado, estão às escuras por não ter material para substituir aquelas destruídas pelo vandalismo.
A falta de luz está deixando a gente sobressaltado de noite, afirma o mecânico Roberto Fernandes, que vive na Vila Parigot de Souza. Ele conta que as lâmpadas estão queimadas há quase dois meses, sem que a prefeitura vá ao local para trocá-las. A gente tem reclamado, mas ninguém chega aqui para consertar, reclama Renato da Silva, vizinho de Fernandes.
Silva diz que por causa da escuridão muitos moradores estão sendo assaltados. Para evitar ser pego pelos marginais, tem que sair acompanhado de amigos ou não sair de casa de noite, afirma Roberto Fernandes. O mecânico considera que a prefeitura deveria ser mais ágil na troca de lâmpadas.
Atualmente, a Secretaria Municipal de Obras Públicas troca entre 1,2 mil a 1,5 mil lâmpadas e 200 luminárias por mês. O secretário José Eduardo Conter informa que essas trocas representam um gasto de cerca de R$ 60 mil mensais por causa da destruição de vândalos. Em geral, o equipamento é destruído por pedras e tiros, em áreas onde a Polícia Militar aponta a existência de prática de assaltos e tráfico de droga.
O secretário afirma que, além do vandalismo, o atraso nas trocas é motivado pela mudança do sistema de iluminação. Nesse semestre, a prefeitura iria começar a trocar lâmpadas de mercúrio por de sódio, mais econômicas. No entanto, Conter afirma que as verbas, vinda da Eletrobrás, atrasaram. O secretário admite que esse atraso provocou a falta de lâmpadas na cidade. Como se imaginava ter esse dinheiro para iniciar atroca, não havia verba no orçamento para adquirir novas lâmpadas, afirma.





