Lino Ramos
De Londrina
Alunos do curso de eletrônica com ênfase em telecomunicações do Colégio Maria do Rosário Castaldi, na zona oeste de Londrina, suspenderam a participação nas aulas por tempo indeterminado. A proposta é denunciar a falta de um laboratório para a realização de aulas práticas. O movimento foi criado pelos 23 alunos da primeira turma do curso, implantando em 98, e já tem a adesão de 77 estudantes das duas novas turmas.
Paulo Sérgio Lavorato, 34 anos, e Gerson Carlos dos Santos, 29, também denunciam o questionamento do Tribunal de Contas (TC) sobre a aplicação de R$ 270 mil para a Associação de Pais e Mestres (APM), que deveria ter sido repassado em 98 pela Secretaria estadual de Educação. Apesar do TC estar exigindo a prestação de contas, Lavorato e Santos afirmam que esse dinheiro não foi repassado ao Maria Castaldi.
Segundo Paulo Lavorato, o governo do Estado extingiu 15 turmas do colégio para implantar o curso técnico, contratou professores qualificados mas não cumpriu o convênio firmado em três de setembro de 98, prevendo a construção e implementação de laboratórios de eletrônica e telecomunicações.
A Secretaria de Educação informou à Folha, por intermédio de sua assessoria de imprensa, que na segunda-feira o governo do Estado assinou o contrato com sete empresas que venceram uma concorrência internacional e irão fornecer os equipamentos para os cursos técnicos implantados em Londrina, Curitiba, Cascavel e Guarapuava. A previsão é que os laboratórios estejam em perfeitas condições no início do segundo semestre deste ano. O investimento previsto é de R$ 2,5 milhões.
Neste primeiro semestre a secretaria aposta na renovação de convênios para que os alunos utilizem laboratórios de outras instituições. Em Londrina, os estudantes estavam usando laboratórios da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Em relação aos R$ 270 mil, a assessoria de imprensa informou que a própria secretaria dará explicações ao TC. O dinheiro foi empenhado e deveria ter sido repassado à escola em 98, porém a alegação é que o Estado optou por fazer á transferência diretamente ao colégio e não à APM. O recursos será usado para a construção do laboratório do Maria Castaldi e as obras devem começar em maio.

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